sábado, 24 de outubro de 2015

Mensagens das fadas

16/10/15

       Nesse sonho, eu via minha mãe dormindo e envolta dela tinham muitas fadas – todas eram brancas, com cabelos longos, negros e lisos, presos para trás, elas vestiam túnicas brancas, semelhantes as que os anjos usam, tinham uma pele muito branca e asas transparentes, semelhantes as asas de libélulas; todas eram muito parecidas fisicamente e aparentavam ter doze ou treze anos de idade —, eram tantas que nem consegui contar quantas eram ao todo. Quando as vi, eu disse:
— São muitas, mais do que apareceriam exclusivamente para mim. Por quê? Minha mãe não acredita em fadas!
Todas elas me encararam e uma me respondeu:
— Estamos vindo, especialmente para quem não acredita em nós!
Fiquei muito surpresa com a informação, pois, sempre acreditei que fadas não gostassem de se mostrar a gente descrente de sua existência, é o que vários autores que escrevem sobre esses seres, afirmam.
        Elas se aproximaram de mim e me mostraram um símbolo que eu deveria usar para chamá-las, era um triângulo com um ponto de interrogação invertido (não de ponta de cabeça, só invertido) que estava saindo do triângulo. Fiz um desenho pelo Paint, mas como não sou boa em desenhar pelo computador, logicamente, o símbolo não ficou perfeito. No entanto, dá para se ter uma ideia que como era mais ou menos:

Uma outra fada me disse que tinha um lugar reservado a minha mãe, e entendi o que ela quis dizer e “acordei” (aqui foi um falso despertar, quando você tem um sonho dentro de outro sonho e acorda do primeiro, mas ainda está dormindo porque o seu espírito não retornou ao seu corpo físico, por isso, falso despertar) chorando, muito triste. Minha “mãe” entrou em meu quarto e, ao me ver chorando, perguntou o que eu tinha. Contei a ela, e ela ficou tão espantada que não disse nada.

         Depois, me encontrei novamente com as fadas e uma delas me disse que eu deveria realizar um desafio. Não perguntei qual era o desafio e nem a razão pela qual eu o deveria realizar, apenas aceitei e entrei numa casa branca, grande, com cômodos amplos e vazios.
No primeiro cômodo tinha uma mangueira branca, enorme, semelhante aquelas que tem nas máquinas de lavar, mas bem maior. Simbolicamente, dentro do sonho, eu sabia que a mangueira representava uma cobra e, eu teria de enfrentá-la. Não fiquei com medo, nem mesmo quando a mangueira se agitou. A enfrentei e a parti no meio – era uma mangueira feita de um material bem frágil -.
        Depois, passei por outro cômodo e tive de fazer o mesmo com outra mangueira. Me saí bem novamente.
No terceiro cômodo, eu teria de fazer a mesma coisa, porém, o nível de dificuldade aumentaria. A mangueira se movia de forma mais agitada e falava, tentando, amigavelmente me convencer a poupá-la e até me oferecendo sua amizade, acontece que não sou bobinha como a Eva que ouviu uma serpente, e nem dei bola para ela. Eu ignorei cada palavra, agindo friamente, enquanto tentava matá-la. Porém, ela era mais resistente que as outras, como uma borracha elástica inquebrável. Insisti até conseguir dividi-la ao meio. Ainda assim, para minha surpresa, diferente das outras, ela continuou se movendo. Percebi que não a destruiria assim tão facilmente, então, a peguei e a levei para fora, jogando em uma fogueira que eu mesma fiz. As chamas da fogueira ficaram azuis quando joguei a mangueira/cobra. Recuei e observei por um tempo. Depois, tentei sair dali, de onde estava.
Eu estava num tipo de condomínio fechado, com ruas que davam para becos sem saídas, parecia um labirinto, pelo seu formato. Era noite e como fiquei com medo de me perder, eu voltei. Percebi que a “mangueira”, na verdade, era uma serpente mágica, mas com um formato que realmente lembrava uma mangueira, era bizarro. Ela escapou da fogueira e subiu por uma escada de incêndio que havia em um prédio. Ela deixou um rastro por onde passou, como uma espiral de névoa brilhante, que ao ser tocado, se desvanecia lentamente, transformando-se em brilhantes flocos azuis e brancos de neve. Era muito bonito e encantador! Me senti culpada por quase ter acabado com a vida de um ser de tal magnitude.
         Recuei e chamei pelas fadas. Duas delas apareceram para mim, sorrindo e me chamaram para ir com elas, dizendo que fazia tempo que eu não brincava com elas. Eu disse que iria com elas se elas me levassem para a casa depois, pois, eu tinha assuntos inacabados. Elas me encararam, espantadas – provavelmente, não esperavam que eu dissesse aquilo —, mas não disseram nada.
Despertei.©

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