sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Relato: A marca das fadas


Meu nome é Ana Luiza, tenho 27 anos. Faz tempo que acompanho o seu blog e adoro ele. Sempre leio os relatos, principalmente os que falam de fadas, elfos e coisas desse tipo, mas nunca achei que teria alguma coisa interessante o suficiente para mandar.

Só que tive um sonho há pouco tempo que ficou muito na minha cabeça.

Antes de contar, preciso explicar uma coisa. Eu estava com o pulso machucado quando isso aconteceu. Nada muito grave, mas estava usando uma faixa e evitando fazer força. Acho importante falar disso porque esse detalhe apareceu no sonho também.

No sonho, eu estava em uma casa antiga. Não sei dizer onde era, mas parecia uma casa de interior, daquelas com quintal grande, muro baixo e árvores bem antigas. A casa em si também parecia velha, mas era muito bem cuidada.

Eu estava no quintal com duas mulheres loiras. As duas tinham a pele muito pálida e olhos verdes e aparentavam ter uns 30 anos. Eram parecidas, mas não exatamente iguais. Não sei se eram irmãs. No sonho eu parecia conhecer as duas e me sentia totalmente à vontade perto delas.

Nós estávamos juntando as folhas que tinham caído das árvores.

Lembro que tinha muita folha no chão e nós fazíamos montinhos para depois colocar tudo em algum lugar. Era uma coisa muito simples, quase chata se eu pensar agora, mas no sonho era agradável. Estava fresco e silencioso.

Em determinado momento, olhei para a rua e vi uma mulher chegando.

Ela era alta, ruiva e muito bonita. Bonita mesmo, daquele tipo de pessoa que chama a atenção imediatamente. Também era muito elegante. Não lembro exatamente da roupa, só da impressão que tive de que ela estava arrumada demais para aquele lugar.

Ela parou em frente a uma casa do outro lado da rua.

Então tirou um giz vermelho e começou a desenhar um X enorme no muro da casa.

Eu fiquei olhando porque achei aquilo muito estranho.

Perguntei para as duas mulheres:

— O que ela está fazendo?

Uma das loiras simplesmente deu de ombros, como se não fosse problema dela.

A outra continuou mexendo nas folhas e respondeu:

— Marcando o gado.

Eu achei aquela resposta muito esquisita. Na hora eu nem consegui perguntar o que ela queria dizer porque a mulher ruiva parou de desenhar.

Ela virou o rosto na nossa direção.

Foi como se tivesse escutado.

E eu lembro perfeitamente da mudança na expressão dela. Antes ela parecia tranquila, até indiferente. Quando olhou para nós, estava claramente irritada.

Ela atravessou a rua.

Veio direto até a casa onde estávamos e parou na nossa frente, do outro lado do muro. Eu fiquei sem saber o que fazer porque, apesar de ser um sonho, tudo parecia muito normal até aquele momento.

Uma das loiras se levantou e falou:

— Ela é nossa, vai embora.

A ruiva sorriu.

Foi um sorriso muito estranho. Não era exatamente ameaçador, mas também não tinha nada de simpático. Foi aquele tipo de sorriso que faz a gente entender que alguma coisa está errada antes mesmo de acontecer qualquer coisa.

Ela levantou a mão com o giz vermelho e aproximou o giz da parede.

Nessa hora eu senti medo de verdade.

Levantei uma das mãos e cobri a boca sem pensar.

Foi quando a ruiva olhou para mim.

Só que ela não olhou para o meu rosto.

Ela olhou para o meu pulso.

No sonho, meu pulso estava enfaixado exatamente como estava na vida real.

O sorriso dela desapareceu na mesma hora.

Ela ficou me olhando por alguns segundos e depois se virou para as duas mulheres e disse:

— Com o pulso assim, ela não serve para o que precisamos, fique com sua humana defeituosa.

E simplesmente foi embora.

Eu fiquei meio ofendida, para falar a verdade, apesar do medo. Lembro até de pensar alguma coisa do tipo "defeituosa é você", mas não falei nada.

A ruiva atravessou para a casa ao lado daquela que tinha marcado antes e foi até o muro dela.

Eu continuei olhando, tentando entender o que tinha acabado de acontecer.

Quando me virei para uma das loiras, ela estava sorrindo para mim. Mas era um sorriso completamente diferente do sorriso da ruiva. Era doce, quase carinhoso.

Ela disse:

— Parece fascinante ir com elas mas nunca é de verdade.

Eu ia perguntar o que ela queria dizer com aquilo.

Foi exatamente nessa hora que meu despertador tocou.

Acordei muito confusa e, por alguns segundos, ainda fiquei esperando ouvir a voz dela. Depois percebi que estava no meu quarto e que tinha sido só um sonho.

A primeira coisa que fiz foi olhar para o meu pulso.

A faixa estava lá.

Talvez tenha sido justamente por causa disso que meu cérebro colocou o machucado no sonho. Essa é a explicação mais lógica e provavelmente é isso mesmo. Só que a forma como a ruiva reagiu ao meu pulso foi tão específica que eu fiquei pensando nisso durante vários dias.

Depois comecei a pesquisar.

Eu acho que as duas mulheres loiras eram elfas e que a ruiva era uma fada. É só a minha interpretação, claro. Pelo pouco que pesquisei, existem muitas histórias e tradições diferentes sobre fadas levando humanos, ou até outros seres, para o reino delas. Algumas histórias são bonitas, outras nem tanto.

Por isso fiquei pensando naquela frase: "parece fascinante ir com elas mas nunca é de verdade".

Não sei exatamente o que significava. Talvez a loira estivesse querendo dizer que aquilo que parece bonito para quem vai com elas não é realmente o que parece.

E aí vem a parte mais estranha.

Não foi a primeira vez que sonhei com aquelas duas mulheres loiras.

Eu já sonhei com elas outras vezes. Só que nunca aconteceu nada assustador. Pelo contrário.

Às vezes estamos naquela casa fazendo pão. Em outro sonho, lembro das duas limpando a casa enquanto eu ajudava. Também já sonhei que estávamos sentadas tomando chá e conversando.

Não lembro das conversas inteiras quando acordo. Geralmente ficam só pedaços sem importância, como acontece com qualquer sonho.

O curioso é que nunca me preocupei em perguntar o nome delas.

No sonho isso nem passa pela minha cabeça. Parece que eu já sei quem elas são, mesmo sem saber os nomes. Só depois que acordo é que penso: "Por que eu não perguntei?"

Esses sonhos são sempre muito agradáveis e caseiros. Não tem grandes acontecimentos. É pão assando, chá, louça, pano, janela aberta, coisas assim.

E a sensação é sempre de muita paz.

É difícil explicar porque eu não acordo eufórica nem nada do tipo. Só acordo bem. Como se tivesse passado algumas horas em um lugar tranquilo.

Por isso, se aquelas mulheres realmente forem elfas, com certeza são do bem. Pelo menos comigo sempre foram.

Já a ruiva me deixou uma sensação completamente diferente. Ela era linda, talvez uma das mulheres mais bonitas que já vi em sonho, e justamente por isso acho que havia alguma coisa inquietante nela. Era como se a beleza fizesse parte daquilo que chamava a atenção das pessoas.

Também não consigo parar de pensar que meu pulso machucado pode ter me salvado de alguma coisa naquele sonho. É engraçado pensar assim porque passei dias reclamando da faixa e querendo tirar logo. Depois daquele sonho, comecei a olhar para ela de outro jeito.

Talvez meu cérebro só tenha misturado o que eu estava vivendo com as coisas que já li ao longo da vida.

Pode ser.

Mas agora fiquei muito curiosa sobre elfos.

Estou pesquisando tudo o que consigo encontrar sobre eles, principalmente histórias antigas e relatos, porque quero entender melhor de onde podem ter vindo aquelas duas mulheres que aparecem tanto nos meus sonhos.

E, da próxima vez que eu sonhar com elas, vou tentar lembrar de uma coisa muito simples:

Perguntar os nomes delas.


Relato: Fadas e Ninfas?


 

Boa noite. Bom, durante muitos anos tive VÁRIAS experiências. Muitas mesmo. Irei tentar dizer todas.


Eu acompanho seu blog desde que eu quis entrar na wicca, mesmo que hoje em dia eu seja ocultista. Comecei a ler o seu blog quando tinha uns 14 anos (hoje em dia eu tenho 20) 


O ESPELHO 


Esse relato foi o que mais me marcou pois eu tinha só 9 anos. Eu Moro em um quintal (A minha casa é embaixo e a casa da minha prima em cima). Eu AMAVA ficar na casa dela fuxicando tudo kjkkkkk. E então, em um belo dia, eu entrei no quarto da minha prima e fiquei mexendo em algumas coisas, pegando óculos e me vendo no espelho. Enquanto eu me admirava vi uma... 𝘊𝘰𝘪𝘴𝘢 (o máximo que consigo explicar o que era) no espelho. Essa coisa tava do lado da cama da minha prima, me olhando. 

Mas o que me marca é que não tinha rosto. Sabe aquelas censuras de vídeos? Então, parecia isso no rosto dela. Sim, 𝘥𝘦𝘭𝘢. Mesmo sem eu saber o que era, quem era, eu SENTIA que era uma mulher. Sentia mesmo. Na hora eu não fiquei assustada, eu forcei a minha visão para poder enxergar melhor, me aproximando beeeem no espelho. Fiquei assim por alguns segundos até que do nada a coisa sumiu. Parece que ela havia se dissolvido lentamente até não sobrar nada sabe? Foi só quando eu saí do quarto que eu fiquei com medo. 


A CAMA


Eu ACHO que eu tinha uns 𝘵𝘳𝘦𝘻𝘦 𝘢𝘯𝘰𝘴 quando isso aconteceu. Eu, isabelle, tinha acabado de voltar da escola (18:30 eu saia da escola). Eu deitei no sofá e fiquei no celular mexendo nele de bobeira. Mas aí eu senti MUITA saudade do meu cachorro (um filhote na época. Ainda vivo, amém ). Foi então que eu vi algo preso, de quadro andando e subindo na cama no meu irmão (A beliche que eu e ele dividimos). 

Parecia MUITO o meu cachorro. O que eu fiz? Fui até o quarto que é conectado à sala, chamando por ele com voz de bebê, sabe? Quando cheguei no quarto não tinha NADA. Absolutamente nada. Voltei pra sala e o meu cachorro estava DORMINDO EM CIMA DA POLTRONA. 

NÃO era ele. O quarto é grudado na sala, se ele tivesse saído do quarto e ido para a poltrona teria que ter passado por mim... 


CARINHO VS PUXAO NO PE 


Era madrugada e eu tinha ido dormir. Acho que era duas ou quase três horas da manhã. Subi na beliche e já fechei os olhos. Passou alguns minutos e o meu corpo já estava bem leve, pronto pra dormir. Foi então que senti algo acariciando a minha bochecha. Como se fosse o dedo, sabe? E erguendo um pouco mais para cima a minha coberta até meu rosto (mas isso deve ter sido impressão minha, sei lá). 

Eu não senti medo, muito pelo contrário. Eu senti carinho, conforto e segurança. Foi algo bom. Não sei se foi, mas na hora eu pensei na minha vó que tinha morrido a um tempo na época. Ela era do Rio e eu não pude visitar ela, e ela queria muito me ver. Não sei se era, mas na hora me lembrei. Não tinha muitas memórias já que a última vez que a vi eu era muuuuuuito pequeninha. 

Amanheceu e eu fui até a cozinha contar sobre para a minha mãe. Tipo, acordei e já corri pra cozinha. Minha mãe, que dorme também no mesmo quarto, ficou PÁLIDA (E olha que a bixinha é preta, visse). 

Minha mãe começou a tremer. Na mesma noite ela me disse que algo tocava o pé dela. Fazendo cócegas. Minha mãe, semi acordada, puxava o pé, mas a coisa continuava com as cócegas. Até que a minha mãe perdeu a paciência e disse firme "PARA FABIANO!" (Ela achava que era o meu pai) 

Quando ela disse isso puxaram o pé dela com força, se forma violenta mesmo. Foi nesse momento que ela acordou e se levantou na cama. Não tinha absolutamente ninguém.

FADAS/NINFAS?


Anos atrás eu havia começado a tentar criar algum laço com as fadas ou as ninfas. Na época o nosso corredor/quintal (tem dois quintal, um encima e quando desce as escadas tem outro mais estreito) tinha várias plantas e flores em vazos. Eu vi isso como uma oportunidade. Comecei a conversar com elas. Ascender velas. Ficar perto. Ler perto das flores e testar invocações sempre que ia la, quase todos os dias. Também cuidada muito delas. 

Em uma certa tarde eu peguei no sono e sonhei. No sonho eu estava no mesmo quintal, conversando com as plantas. E então a maior das plantas que tinha no quintal esticou o folha. ESTICOU NA MINHA DIREÇÃO e começou a fazer carinho na minha bochecha. Foi aí que acordei. 

Acordei feliz, óbvio, e sai do quarto. Quando sai fui no quintal de cima e lá estava um círculo PERFEITO de rosas vermelhas. (Meu pai tinha dado para a minha mãe a uns dias). Tipo, um círculo perfeito. Ninguém faria aquilo. Minha vó (a única que estava na casa naquela momento) jamais teria saco ou paciência para fazer aquilo já que nem se abaixar direito ela consegue. 

E não, não era um portal kkkkkkkk, vai por mim eu entrei e não aconteceu nada. 


Oferendas


Essa foi a mais recente que aconteceu. Meu pai entrou na umbanda, e entrou de cabeça, viu. Começou a fazer trabalho, ritual, oferendas e várias coisas. 

Em um certo dia eu passei pelo nosso quarto e vi algo grande, preto, parecia todo encapuzado, em frente à cama do meu pai, olhando para ele. Meu pai estava deitado de frente no celular. Eu vi no canto do olho (só consigo ver pela minha visão periférica hoje em dia) 

Na mesma hora eu voltei e não tinha nada. Entrei no quarto e perguntei se meu pai tinha feito alguma coisa. Ele disse que só tinha feito as oferendas dele. 

Mas esse foi o mais "de boa" que eu tive. 

Na outra vez eu voltei da Academia e meu pai tinha saído para ir trabalhar. Fui na cozinha fazer minha comida na bancada da cozinha (a janela da cozinha da a vista direto para o quintal de cima). 

Novamente, pela visão periférica vi algo preto andando pelo quintal. Diva, eu vi NÍTIDAMENTE ALGO ABRINDO A PORTA DE ALUMÍNIO DA LAVANDERIA, ENTRANDO E FECHANDO. Foi tão nítido que eu achei que tivesse sido alguém, tlgd? E a porta tava batendo muito, MUITO mesmo. Mas estava ventando muito também, então pode ter sido isso. 

Sai da cozinha e fui até o quintal. Meu outro irmão, Matheus, tem a janela do quarto dele também de frente para o quintal. Eu passei pela janela dele e vi que não era ele quem tinha entrado. O marmanjo 
tava jogando videogame no computador. 

Novamente pensei que tivesse outra pessoa lá dentro. Quando entrei não tinha absolutamente ninguém, mas sabe o que tinha? Um prato cheio de coisa, bebida e vela vermelha e preta com a chama esticada até o topo. Quando vi a oferenda eu apenas disse "licença" e fechei a porta novamente. 

Depois disso mandei mil áudios para o meu pai contando a história kkjkkkkkkkkk. 


A MULHER 


Antes eu disse que aquele era o mais recente, mas nessa sexta eu tive um sonho bem estranho. 

O sonho era tipo um looping. Acontecia a mesma coisa diversas e diversas vezes. Eu não lembro se Eu era eu ou tinha outra aparência. Enfim, eu não lembro como o sonho era de fato, parece que quanto mais o tempo passa a gente acaba esquecendo dos detalhes. Até escrevi um pouco do que eu lembrava assim que acordei. 

No sonho looping eu já tinha feito a mesma coisa várias e várias vezes, e então eu me perguntei: 

— E se eu não fizer nada? O que acontece? 

O looping parecia que afetava apenas as pessoas do meu sonho, mas eu não. Eu sabia e reconhecia que aquilo estava se repetindo. 

Foi então que o sonho deu uma quebra no tempo e eu me vi na minha casa junto do meu pai, ambos encarando a parede que tem atrás da porta principal da entrada. 

Meu pai veio e disse que ia atravessar a parede, ver o que tinha do outro lado. Eu o chamei de louco e disse que não funcionária. 

— Sim, vai funcionar — Ele afirmou, correndo em direção à parede e entrando nela. 

Não lembro quanto tempo foi, mas fiquei esperando ele do outro lado por alguns segundos, andando de um lado para outro, me perguntando se eu ia atravessar ou não. Foi então que meu pai voltou. Ele voltou dizendo que viu o outro lado, que tinha coisas lá guardadas, pessoas. E então, do nada, ele apontou para o corredor da minha casa. O braço esticado. 

— Não podemos confiar nela, ela gosta de falar e falar — Disse, fazendo um sinal de boca falando com as mãos perto do ouvido. Eu segui para onde estava apontando e vi uma mulher escura, com cabelos pretos molhados, pele cinza molhada encolhida encostada na parede, sentada no chão rindo, com a mão escondendo levemente a boca e o rosto como se ela estivesse se segurando para não rir. 

Eu também apontei para ela. 

— Eu já sabia que não podia confiar nela — Afirmei. 

Contando isso agora eu lembro que àquela mulher já tinha aparecido no sonho. Ela só ficava observando, eu acho. Não lembro se ela falava alguma coisa, mas ela não tinha aquela aparência pesada e molhada. 

Quando disse aquilo eu tentei atravessar a parede, mas fiquei com medo de me machucar tentando atravessar. Corri um pouco e empurrei meu corpo na parede com os braços na frente, não consegui atravessar. 

Não lembro de muita coisa depois disso. O que mais me marcou foi a presença da mulher mesmo. A última coisa que consigo me lembrar era de um desenho na parede feito com tinta de caneta azul rabiscado de um varal com duas camisas e uma mão, só uma mão, arrancando as roupas. 

Doido KSKSKKKKK acordei e fui correndo contar para o meu pai. Bixinho já ficou com medo de morrer. 

— 

Não sei se tem algo a ver, mas minha mãe começou a ter várias experiências quando estava grávida de mim e quando eu ainda era um neném. E eu vivi em uma casa literalmente encostada em um cemitério desde os meus 3 aninhos antes da minha mãe mudar de casa. 

Um dos relatos que ela lembra foi quando estava com oito meses e ainda estava trabalhando no escritório. Foi então que uma pomba Branca entrou na sala. Minha mãe, assustada com o animal chamou os colegas de trabalho dela e disse pra tirar o animal. Todos olharam confusos para ela, dizendo que não tinha nada. E ela apontando. A ave saiu pela janela e ficou por isso mesmo. Meu irmãozinho também já viu um homem do lado de fora da casa do cemitério (fomos visitar a minha vó na época. Ele tinha uns três ou quatro anos). 

Bom, esses são os que eu me lembro. Perdão pelos erros de Português e pelo ENORME texto.

Estou pensando em voltar a entrar em contato com as ninfas ou as fadas. Elfos não tive sorte, mas com fadas eu tive um pouco. 


*Relato enviado por Isabelle Lima

Nota: Precisei retirar os emojis que o Blogger está todo bugado e eles estavam ficando enormes e eu não estava conseguindo diminuir, mas fora isso, o relato segue igualzinho ao recebido. 

Assim como todos os relatos, esse já foi respondido por email. Se você também tiver algum relato que queira compartilhar com a gente, nos envie no nosso email: dancadasfadas@gmail.com



domingo, 6 de setembro de 2026

Como não ofender um elemental enquanto agrada outro

 

Na tradição do folclore ocidental e nas lendas da magia natural, os espíritos elementais: Salamandras (Fogo), Silfos (Ar), Ondinas (Água) e Gnomos (Terra) não são entidades boazinhas nem malignas. Eles são forças da natureza puras, movidos por uma lógica própria e, acima de tudo, por um ciúme territorial feroz.

De acordo com o grimório medieval Comte de Gabalis e as lendas de Paracelso, tentar agradar dois elementais opostos no mesmo espaço é como tentar misturar óleo e água: a reação costuma ser desastrosa.

A Rivalidade Primordial


O maior conflito nas lendas ocorre entre Fogo e Água, e Ar e Terra.

  • Salamandras vs. Ondinas: As Salamandras odeiam a estagnação e a umidade; sentem que a água apaga a sua paixão primordial. Já as Ondinas veem o fogo como uma força destrutiva que seca os seus rios e riachos.

  • Silfos vs. Gnomos: Os Silfos apreciam o movimento constante, a leveza e a mudança. Os Gnomos, amantes da ordem, do silêncio e da matéria densa, consideram os Silfos fúteis e barulhentos.


O que Irrita e o que Agrada Cada Elemental


  • Fogo (Salamandras):

    • O que irrita: Apagar uma chama assoprando com o hálito (o ar humano e a umidade do hálito são vistos como uma ofensa gravíssima).

    • O que agrada: Apagar velas com abafadores ou com os dedos besuntados em óleo, acender fogueiras com madeiras nobres e oferecer resinas aromáticas como o incenso de mirra.

  • Ar (Silfos e Fadas do Ar):

    • O que irrita: Queimar flores ou ervas secas sem licença (a fumaça sufocante de certas plantas agride o elemento ar e insulta as fadas que vivem na vegetação).

    • O que agrada: Deixar fitas ao vento, soprar dentes-de-leão com uma intenção pura e tocar sinos de vento de metal ou cristal.

  • Água (Ondinas e Ninfas):

    • O que irrita: Jogar lixo em fontes, rir da água parada ou usar recipientes de ferro maciço para guardar água ritual.

    • O que agrada: Ofertas de leite, mel, vidros azuis, espelhos e conchas deixadas perto de rios e mares.

  • Terra (Gnomos e Duendes):

    • O que irrita: Escavar a terra à noite sem pedir licença, pisar em cogumelos formando "anéis de fadas" e o som excessivo de metais pesados.

    • O que agrada: Moedas antigas, grãos de trigo, pão fresco e um canto de jardim deixado intocado (selvagem).


O Ciúme e a Possessividade nas Lendas


O folclore alerta que os elementais são extremamente ciumentos. Nas lendas nórdicas e germânicas, uma Ondina que se afeiçoa a um mortal exige devoção exclusiva. Se o mortal tentar agradar outro elemento na presença dela como acender um incenso de fogo intenso na beira do seu lago, a Ondina pode arrastá-lo para as profundezas por puro desprezo.

As Salamandras, por sua vez, são possessivas com o espaço: se você acender uma fogueira para homenageá-las e, logo em seguida, jogar água para apagá-la bruscamente, elas interpretam como uma declaração de guerra e podem atraiçoar o ambiente com faíscas e queimaduras.


Como Agradar Um Sem Ofender o Outro


A regra de ouro da magia elemental antiga é a neutralização pelo tempo e pelo espaço.

Regra de OuroComo Praticar
Separação EspacialNunca misture símbolos opostos no mesmo altar ou ambiente. Se vai ofertar flores às Fadas (Ar/Terra), faça-o ao ar livre, longe de fogueiras e sem usar fogo para queimá-las.
Transição de ElementosPara apagar uma vela (Fogo) sem ofender as Salamandras e sem irritar os Silfos com a fumaça, use um abafador. Nunca assopre.
Respeito ao CicloPeça licença ao elemento regente do local antes de introduzir outro. Para colher uma planta (Terra) e secá-la ao sol (Fogo), peça autorização aos espíritos da terra primeiro.
Respeitar as fronteiras invisíveis da natureza é o segredo para manter o equilíbrio e não virar alvo da birra de um elemental.©