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sábado, 6 de agosto de 2016

Descubra o Recanto Élfico

  Boa-noite, queridos! Estou passando rapidinho por aqui só para dizer-lhes que mudei o nome do blog Gnomos Levados para Recanto Élfico e alterei o URL para: 
Eu mudei porque tanto o nome quanto o URL anteriores estavam absurdamente grandes e se até eu me confundia, imagine os leitores. Mas, apesar da mudança, o blog continua o mesmo. E, apesar do nome, não terá conteúdo apenas sobre elfos, mas de todos os elementais da Terra. Inclusive, se tiver alguma sugestão de post pode deixar nos comentários. Qualquer dúvida referente a qualquer assunto, pergunte nos comentários e quanto aos relatos, envie para o email que aparece lá nos Relatos. Provavelmente, eu farei outro email assim que minha net voltar a velocidade normal porque o Yahoo é uma droga pra usar. Vou compartilhar a nova conta com o Bruno pra que vocês possam entrar em contato com ele também. Falow? Também, farei uma página pessoal, em breve (não sei quando porque eu tenho uma preguiça FDP de administrar essas coisas). Então, fiquem ligadinhos. Beijos, bruxinhos.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Meu Deus! Eu tô aqui mesmo?


Oi pessoal!


Vocês sabem quem sou eu? Hahahah provavelmente já viram o meu nome em algum post da Dani, e vocês não vão acreditar no que aconteceu... ela me convidou para fazer parte desse blog! Ok, nem preciso falar que eu pirei na hora né? Dani, muito obrigado. Mesmo. De verdade.
Então, geralmente se apresentam antes de postar qualquer coisa né? Ok, vamos lá.
O meu nome é Bruno, tenho 16 anos, e conheci a bruxaria em 2013, na verdade foi bem estranho porque eu estava apenas pesquisando sobre mistérios e esse tipo de coisa, e encontrei um vídeo no YouTube chamado "Fadas existem, veja a fadinha que encontramos no quintal de casa", era algo assim, daí você já pensa "é claro que é mentira, deve ser montagem", mas algo estava falando para mim ir ver aquele vídeo por mesmo que eu ainda achasse que não era verdadeiro. Foi a partir daí, depois desse vídeo, que eu comecei a me interessar ainda mais pela magia e pela wicca, mas eu nem sabia que isso existia então o que eu fiz? Fui pesquisar! Sério, eu estava muito interessado por tudo isso.
Acabei achando uns blogs sobre wicca e no começo achei que aquilo era algo que alguém inventou mas depois fui vendo que tudo aquilo era realmente uma crença, e eu me identifiquei muito porque sempre acreditei nesse tipo de coisa, sempre acreditei em fadas, em gnomos, em duendes, na magia em si. Alguns achavam que eu estava louco, totalmente pirado por acreditar que plantas podem falar com nós, e que existem fadas no quintal de minha casa e gnomos que me protegem (ok, tudo bem se eles me achavam louco, até hoje não me considero muito normal mesmo, rs) e por fim acabei conhecendo a bruxaria e me conectando muito com tudo isso. O primeiro blog que encontrei foi esse! Eu amei logo de cara, aliás, não só esse mas todos os blogs da dani. Parabéns por fazer blogs tão legais ! Aprendi muitas coisas aqui no dança das fadas, comecei a estudar cada vez mais e me interessar cada vez mais e olha só, consegui até trazer os meus amigos para a wicca, hihihi. Não sou desses que fica querendo forçar os outros a serem de uma religião ou acreditarem em alguma coisa, então eles são bruxos hoje porque quiseram que isso acontecesse, então nos dias de hoje temos nosso próprio "coven", vamos dizer que é algo mais casual. Eu não me considero um expert na magia mas me considero um estudante que a cada dia mais acha tudo isso maravilhoso.
Huumm... eu não posso esquecer de falar aqui que eu AMO cantar e deve ser por isso que minha família ás vezes tem dor de cabeça, eu canto o dia todo, não deve ser muito fácil me aguentar, rs.
Uma cantora que conheci há pouco tempo foi a Kerli, e não é só eu que adoro ela, a Dani também gosta muito dela e da Katy, então por favor, se você for pro show de alguma delas me leva! rsrs
Eu acredito em positividade, eu gosto de ser positivo, e quero que vocês também sejam porque levar uma vida negativa deixa a gente pra baixo ás vezes né pessoal? Eu sei disso porque eu também me vi em cada momento que só Deus sabe! Mas em fim, se tem algo que posso falar à vocês e dar como conselho é que sempre que vocês acham que estão em uma situação ruim, negativa, não há mal nenhum em se sentir desse jeito, mas também é importante saber quando dar um passo a frente de tudo isso e mudar a situação fazendo o seu melhor. Não precisa se sentir desesperado em querer dar um passo a frente, mas lembre-se de se sentir capaz.

É isso pessoal, espero que tenham gostado de mim, rs. Eu estou muito animado de vir postar aqui e de poder fazer parte de tudo isso agora. Eu estou sempre tirando dúvidas quanto à wicca, magia e bruxaria, então se você tem alguma dúvida pode perguntar! :)
Sou dono do blog "O Castelo da Bruxa", e espero que vocês se sintam bem com as minhas postagens e espalhem a magia no mundo!

Basicamente, o dança das fadas é o blog responsável por eu ser um bruxo hoje. Muito obrigado.

Até o próximo post!
See you!

Como as fadas se relacionam com outros seres - parte 2

Os contos sobre o reino das fadas, assim como o mundo dos humanos, têm se focado tradicionalmente no amor – ambos contos de amantes-fadas e de seres feéricos que se apaixonaram por mortais e por vezes tentaram mantê-los para sempre em seus reinos encantados. Essas histórias, sejam percebidas como folclore puro ou como uma forma de explicar as ocorrências mortais do passado, contam histórias de amor verdadeiro, fadas sedutoras, brigas de amantes, e muito mais.
Talvez a história de amor feérica mais trágica é a da céltica Cliodna do Cabelo Dourado. A filha de Manannan mac Lir, que governou sobre o mar, Cliodna, tinha a fama de ser a mulher mais bela do mundo na aparência mortal. Ela amava o jovem mortal Ciabhan, tanto que deixou o reino das fadas para morar com ele. No entanto, enquanto Ciabhan estava caçandp, o pai de Cliodna enviou um menestrel-fada para encantá-la, e ela foi levada de volta ao reino das fadas em um sono mágico. Ela ainda é vista nas praias, seja como uma enorme onda ou como uma ave marinha, buscando seu amor perdido. Dizem que ela ajuda os mortais enamorados que estão separados a se reunir.
 Abaixo, seguem dois métodos para invocar Cliodna, se você está ansioso para se reencontrar com seu amor:
 – Nomeie seu amor perdido enquanto você segura duas conchas iguais, encontradas na beira da praia ou em um lago, amarrando-as com algas ou gramíneas secas. Lance suas conchas na nona onda que se mover para a praia. Chame o nome do seu amor perdido nove vezes.
- Se você está sem acesso ao mar, improvise com cristais de água marinha, jogando-os em qualquer corpo de água ou correnteza. Conte nove vezes antes de jogar os cristais juntos na água. Chame o nome do seu amor nove vezes.

 Casamentos Feéricos

 

    Algumas noivas de contos sobre fadas que se casaram com mortais parecem ter verificação terrestre.
    As Gwragedd Annwn são mulheres-fada belas, galesas, de cabelos loiros, do mesmo tamanho de humanas, que vivem em palácios submersos em lagos pertos das Montanhas Negras. Essas moças do lago têm, de vez em quando, de acordo com o folclore da região, levado os maridos humanos, embora raramente ficassem com eles. Algumas famílias locais ainda reivindicam herança feérica.
     Uma Dama do Lago em Llyn u Fan Fach, no entanto, disse ser, na verdade, a ancestral-fada de uma linha ininterrupta de galeses curandeiros e médicos. Ainda mais incomum, essa lenda de fadas pode ser datada. Por volta de 1230, os registros dizem que um jovem agricultor viu três mulheres bonitas dançando na praia. A mais bela concordou em ser sua esposa, e seu pai, o rei do lago das fadas, veio de suas profundezas para dar um dote de gado de fadas. No entanto, o rei feérico impôs uma série de condições para sua filha ficar com seu marido mortal. Uma condição era que ela nunca deveria ser tocada com ferro, outra, que ela não poderia ser levada à igreja, e a terceira, que se seu marido a golpeasse três vezes, ela e o dote voltariam para o lago.
       O casal teve três filhos, mas o agricultor quebrou o contrato ao bater em sua esposa-fada três vezes (embora de acordo com narradores masculinos folclóricos menos esclarecidos, o pobre marido só bateu na fada levemente e por um bom motivo). Uma negociação de fada é uma negociação de fada, e lá se foi o gado e a fada donzela, embora ela tenha voltado para ensinar a seus filhos o conhecimento de ervas e da cura. Eles se tornaram os Médicos de Myddfai, curandeiros dos reis galeses. Quando eles morreram, eles deixaram um tratado médico, do qual existem cópias nos dias de hoje. Eu acredito que há um no Museu do Castelo Cardiff.


 Noivas no Reino das Fadas

 

     Mulheres mortais que se casaram ou foram sequestradas por fadas parecem ser tido algo menos do que um destino feliz.
     Uma mulher no dia ou na noite de seu casamento, de acordo com o mito celta, era considerada um grande prêmio pelas fadas, uma vez que era ainda virgem, mas no auge de sua fertilidade. Por isso, até os tempos medievais, uma mulher era acompanhada à igreja por damas de honra vestidas de forma idêntica, de modo que as fadas presentes não pudessem identificar a verdadeira noiva.
     Alguns desses raptos de fadas pode ter tido uma explicação menos etérea. Em partes da Europa durante a Idade Média, o senhor local era permitido de forma não oficial a usar dos serviços da noiva em sua noite de núpcias. Estupro por ricos proprietários de terra e seus filhos era uma ameaça real para as mulheres do país, mesmo em tempos vitorianos, especialmente entre as funcionárias nas grandes casas. Pode ser que a história de um tradicional retorno de uma esposa raptada pelas fadas depois de um ano e um dia, com um bebê de vários meses de idade, era uma maneira aceitável para um marido camponês não parecer traído pelo escudeiro, se a noiva engravidou durante esse sequestro. A noiva despojada poderia ter sido colocada em um reformatório distante durante a gravidez, com a conivência do marido ou um pai, no caso de uma moça solteira.
     Uma típica história de abdução de noiva transformada em uma balada foi a de Colin, o Escocês, cuja esposa foi levada pelas fadas. Sua esposa, dizia-se, voltou invisível todos os dias para ordenhar as vacas e fazer as tarefas; apenas seu canto podia ser ouvido. Em outras versões, ela retorna depois de um ano e um dia com um bebê. Colin estava mantendo sua noiva trancada porque ele descobriu na noite de núpcias que ela estava grávida de outro homem, ainda que por estupro? Ou ela era realmente uma noiva das fadas?
     Alguns sequestros feéricos tiveram consequências mais graves. A mulher que sempre produzia meninos doentes que não sobreviviam ou apenas descendentes do sexo feminino para um homem que precisava desesperadamente de um herdeiro, podia desaparecer de repente; a explicação oficial e muitas vezes inquestionável do seu desaparecimento era de que ela havia sido levada para sempre pelas fadas. Há ainda partes do mundo onde o valor de uma mulher, exceto como uma parideira de filhos, é baixo; este é um lembrete de que, não faz muito tempo, não era de outra forma na sociedade ocidental também.


 Bridget Cleary

 

     Os registros do século passado são obviamente escassos, e sequestro por fadas como uma desculpa para bater ou assassinar a esposa pode parecer pura especulação. Dito isso, sabemos que em Tipperary, na Irlanda, recentemente em 1895, Bridget Cleary foi torturada e queimada até a morte por seu marido Michael. Ele alegou que sua esposa tinha sido raptada pelas fadas e substituída por uma cópia. Michael insistiu que ao destruir a forma encantada de sua esposa, a verdadeira Bidget voltaria em um cavalo branco à meia-noite, Sete de seus vizinhos e parentes, incluindo o pai e a tia de Bridget, estavam envolvidos e mais tarde foram condenados pelo crime. Cem anos mais tarde, Angela Bourke, professora da University College, em Dublin, e autora do livro “The Burning of Bridget Cleary”, afirmou que o caso demonstrou o choque entre duas visões de mundo diferentes, duas maneiras de lidar com pessoas problemáticas, duas maneiras de contabilizar o irracoional, em um momento de mudança social, econômica e cultural profundas.
      O crime de Bridget Cleary foi o de ser economicamente e socialmente independente por seus próprios esforços do que por nascimento. Presumivelmente, se o caso saísse impune, sua morte teria sido muito rentável para o seu marido e sua família, que teriam herdado seu dinheiro.


 Rainhas-fadas Sedutoras

 

     Como as deuses foram rebaixadas a fadas, algumas adquiriram o papel de sedutoras e abdutoras de homens inocentes. Na Escócia, os mitos falam da Bean chaol a chot uaine’s na gruaige buidhe, “a mulher esbelta com túnica verde e cabelo amarelo”, uma rainha das fadas, que tinha a capacidade de transformar água em vinho tinto e girar os fios das aranhas em tartã. A fada sedutora, ao tocar sua flauta mágica de cana, atraía os jovens para dentro de sua colina feérica. A menos que eles deixassem um pedaço de ferro sobre o lintel de entrada, eles seriam obrigados a dançar e servir ao prazer da rainha das fadas até que ela se cansasse deles e os enviasse para casa. Dizem que esses jovens pensariam que só uma noite havia se passado no reino das fadas, mas que na verdade décadas teriam se passado no mundo mortal, e que a jovem namorada a quem eles haviam jurado sua fidelidade eterna agora era uma avó de idade avançada.
      O caso mais famoso de abdução de um jovem que parece ter realmente visitado o reino das fadas foi o de Thomas, o Rimador, cuja balada ainda é realizada em clubes folclóricos com ligações celtas. O verdadeiro Thomas foi Thomas de Earlston (Erceldoune), um poeta do século XIII que alegou ter encontrado a rainha de Elfland debaixo de uma velha árvore mágica. Em troca de um beijo, ele conta como ele foi forçado a ir para o reino das fadas com ela, embora outras versões sugerem que Thomas estava mais do que disposto a ser seduzido. Em algumas contas, a rainha se torna uma bruxa feia, e o ritual encontro de um jovem com uma antiga deusa anciã ocorreu para preservar o ciclo das estações do ano e garantir a fertilidade da terra. Thomas permaneceu no reino das fadas por sete anos, apesar de se passaram apenas três dias no tempo das fadas. Ele foi recompensado com os dons da poesia, da profecia, e com uma harpa mágica.
      Discute-se nos últimos anos que Thomas foi, na verdade, iniciado em um culto de bruxaria local, e que suas visões do mundo das fadas foram xamânicas.


Uma fuga das Fadas

 

      Nem todos os cativos eram tão dispostos como Thomas, nem a rainha das fadas disposta a participar com seu amante mortal. Um dos mais famosos contos, registrados pelo poeta escocês Robert Burns, assim como vários outros poetas, é o de Tam Lin, um cavaleiro escocês que caiu do cavalo e foi capturado pela rainha das fadas. Ela o amarrou com magia e o colocou para proteger uma das entradas para o mundo dos humanos no poço de Carteraugh, perto das fronteiras da Escócia.
     Donzelas jovens foram advertidas a não beber do poço; para cada vez que elas o fizessem e pegassem uma das rosas do seu entorno, Tam Lin apareceria e exigiria que ou a menina desse a ele seu manto verde ou oferecesse sua virgindade.
Uma jovem ousada, Janet, decidiu ver se o mito era verdade, e arrancou uma rosa do poço. Ela e Tam Lin se apaixonaram, e ele quis fugir do reino das fadas para casar com Janet.
      A noite seguinte foi Haloween, e Tam Lin esplicou que havia uma oportunidade que ocorria uma vez a cada sete anos para ele escapar. A Corrida das Fadas aconteceria, quando então as fadas moviam-se para seus quartos de inverno (em algumas versões visto como o inferno). A tropa-fada teve de andar a cavalo ao longo da estrada. Tam Lin disse para Janet esperá-lo na encruzilhada à meia-noite e para segurá-lo, independentemente da forma que ele tomasse.
      Como Tam Lin andava na procissão das fadas, Janet o puxou e o segurou firme. Assim como ele havia avisado à Janet, a rainha das fadas o transformou primeiro em uma salamandra, em seguida em uma cobra, um tigre, um urso, e finalmente em um metal vermelho e quente. Janet segurou firme, e à medida que ele se transformava em metal fundido, ela o mergulhou no poço mágico.
        O feitiço foi quebrado. Tam Lin saiu da água em forma humana, e ele e Janet logo foram se casar.


 Brigas conjugais feéricas

 

    Os casamentos feéricos eram frequentemente tão turbulentos como os terrestres.
     Titania é mais conhecida na literatura como a esposa de Oberon, o rei das fadas, na peça de Shakespeare Sonho de Uma Noite de Verão. Nesta peça, ela é descrita como petulante, disposta a deixar as estações ir para acumular e estragar, enquanto ela persegue sua vingança contra Oberon, que retaliou, fazendo-a se apaixonar por um camponês com uma cabeça de burro.
    Titania era, antes de ser cristianizada e rebaixada (como muitas deusas pagãs) aos status de fada, conhecia como Themis, a deusa titã da justiça e da ordem na Grécia antiga, mãe das Parcas e das Estações.
      Finvarra ou Fin Bheara, que governou as fadas do oeste da Irlanda, era o aparentemente devottado marido da rainha Oonagh. Oonagh foi descrita no verdadeiro estilo vitoriano por Lady Wilde, que coletou relatos de folclore das fadas na Irlanda, como tendo cabelo dourado varrendo o chão, vestido de gaze de prata reluzente, como de diamantes, que eram, na verdade, gotas de orvalho.
      Apesar da beleza etérea de sua esposa, Finvarra estava obcecado com mulheres mortais que, dominadas pela música do reino das fadas, foram arrebatadas para morar com ele para sempre. Dizem também que ele tinha uma segunda rainha, Nuala. Não é surpresa que Oonagh não foi acolhedora para com as donzelas mortais na corte féerica.
      Outras donzelas seduzidas pela música de Finvarra dançaram a noite toda com ele e, pela manhã, encontraram-se em uma colida das fadas, possuindo conhecimento de poções do amor e de magia – e, por vezes, uma gravidez feérica.


 Um encantamento feérico para desejos de amor

 

  1. Encontre uma árvore de fadas: um espinheiro, sabugueiro, oliveira, freixo, salgueiro ou carvalho, ou no hemisfério sul, um eucalipto, árvore de chá, acácia dourada ou manuka espessa.
  2. Sente-se debaixo ou perto de seus ramos em uma noite de luar brilhante durante a semana da lua cheia.
  3. A melhor de todas é a noite de lua cheia. Olhe para cima, para a lua, e sinta as energias positivas do cosmos e da mãe lua, associadas com o amor fiel e fertilidade, fluindo para você.
  4. Observe a luz da lua sendo filtrada através das folhas e fazendo padrões, e você pode tomar ciência da energia viva e movente no interior dos ramos e folhas.
  5. Toque no tronco da árvore cm as mãos, e deixe a força vital do espírito da árvore fluir para você, para que você possa sentir as energias pulsantes de sua essência como uma suave eletricidade.
  6. De pé e ainda tocando na árvore, pressione os seus pés para baixo, em direção às raízes, permitindo que a mãe Terra ofereça a você sua fertilidade e o poder para que você encontre o viva com o(a) companheiro(a) para sempre.
  7. Agora, estenda os braços para cima e retire do interior a força e a cura das folhas malhadas pela lua.
  8. Afaste-se da árvore e, mantendo a lua em vista, faça uma espiral na árvore nove vezes no sentido horário, em círculos cada vez menores, deixando seus pés orientarem. Os nove círculos de poder são um antigo dispositivo mágico, e se você está agora no anel mais interior, tocando o tronco com apenas as pontas de seus dedos, você pode momentaneamente entrar em contato com o espírito da árvore.
  9. Peça à essência dentro da árvore, à Terra, e à mãe lua, para abençoar o seu amor ou para trazer a pessoa que fará você feliz. Você também pode pedir por fertilidade se você estiver tentando conceber uma criança.
  10. Passe um pouco mais de tempo observando o filtro luar através das folhas e amplificando as energias da árvore.
  11. Enterre um brinco de prata ou nove moedas cor de prata, o metal da mãe lua, sob as raízes como um sinal de agradecimento; sussurre o nome do seu amor ou chame no ar aquele(a) que vai fazer você feliz ao encontrá-lo(a).



Fontes: http://www.coelestium.com.br/blog/index.php/fadas-e-amor/
Traduzido por Aoi Kuwan
*texto original por Cassandra Eason, publicado no The Llewellyn Journal

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Novas parcerias

Olá, bruxinhos! Hoje venho até vocês trazer uma novidade maravilhosa: A Dança Das Fadas agora contará com a colaboração de Bruno De Vitto, um amigo bruxinho muito querido. Quem não o conhece de O Castelo Da Bruxa terá essa oportunidade e tenho certeza de que vão adorá-lo tanto quanto eu adoro!

        Repararam que mudei o template do blog? Claro que sim! Escolhi um mais claro porque o antigo era muito escuro e sei lá... Acho que não combinava com as fadas que são tão alegres e adoram cores, né? Também elas puxaram minha orelha numa viagem astral e pediram para eu tirar aquele template escuro, também pediram para eu voltar a postar. hahah. Não abandonei os blogs não, só tô dando um tempo: 1- porque não ando me sentindo bem para falar de magia (mas eu tô bem, tô inteirinha para a tristeza dos trouxas) e 2- porque ando escrevendo minhas fanfics e meus contos (você pode ler pelo Social Spirit e também pelo Wattapad), não sobra muito tempo, por isso eu precisava de alguém de confiança para me dar uma mãozinha e quem melhor que meu amigão do peito, o Bruno?! Não confiaria em mais ninguém para postar nesse blog porque de todos, esse é meu preferido, e mesmo quando eu ficar velhinha ou se de repente algo me acontecer, eu quero que alguém continue por mim, quem melhor que o Bruno?! Por isso vamos se acostumando que ele também deverá responder eventuais dúvidas de vocês. Não sei se futuramente vou somar mais pessoas como colaboradoras, vamos ver... Só os deuses sabem o que o futuro nos reserva. Ah, uma coisa: Vocês podem deixar sugestões de posts, ajudaria muito na verdade, porque no meio de tanta correria eu fico sem saber o que escrever. Por isso, se quiserem ler um post bacana sobre fadas, ninfas ou sei lá, é só pedirem.

            Nosso blog também fez uma parceria com um canal fodástico que se você ainda não conhece, deve conhecer, é o Mato Maldito, de Moggar Santos. O canal traz relatos, lendas urbanas e casos misteriosos e intrigantes. Vale à pena conferir.

          Tô esquecendo alguma coisa? Ah, claro! Cabeça essa minha! Bruno De Vitto tem um canal também onde mostra suas músicas, vídeos engraçados e outras cositas más. haha Ficou curioso? Bora lá conferir. Gente que emoção, sou amiga de um you tuber super fofo! awwwn. kkkk. Tá parei. Bye.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Se reconectando a magia



Tem vezes em que acontecem tantas coisas ruins em nossas vidas que nos sentimos fracos e sem forças para lutar e, para não usarmos a magia de forma egoísta, nos afastamos dela. Eu faço isso sempre, no entanto, não chego a me afastar 100%. Nesses momentos, eu recomendo que você busque se reconectar com o seu interior, medite, ore e busque uma luz no fim do túnel. Não precisa se afastar por completo da magia. Você pode fazer banhos de limpeza e descarrego, orar para os anjos e/ou os deuses e pedir que eles iluminem sua mente e seu coração para que você encontre uma solução para seu problema. Acredite, os deuses não nos desamparam nunca e estão sempre olhando por nós, mas nem sempre interferem em nossas vidas. Eles são como pais que observam seus filhos tomando escolhas – muitas erradas -, e nos aconselham, mas nem sempre interferem. Por quê? Porque só se aprende errando. Às vezes você tem de errar várias e várias vezes para aprender uma coisa “simples”, eu falo por experiência própria. Os deuses torcem por nós o tempo todo e se perceberem que precisamos de uma mãozinha, é claro que eles vão nos ajudar. Você só precisa pedir. Não tenha medo e nem seja orgulhoso. Você até chegar rápido se for sozinho, mas se estiver acompanhado, com certeza, irá mais longe. Pense nisso.


Prece à deusa Dana


Dana dos mares revoltos
Da luz refletindo nas águas
Nos permita caminhar pelos vãos sagrados do Ar
Nos brinde com sua sabedoria
Nos permita sonhar com o futuro
Nos permita enxergar nos lugares obscuros
Onde apenas tua luz consegue alcançar
Senhora, mãe dos deuses
Esteja comigo desde o meu despertar
Me ajude a caminhar pelos caminhos
Que os deuses tecem desde sempre
Me ajude a ser calmo (a) diante das indignações
Me ajude a ser fiel a sequência natural de todas as coisas
Me ajude a ser pensante diante das inquietações
Traga a alegria da vida para todas as coisas vivas
Traga a beleza de ser filha de teu abençoado ventre
E receba meu agradecimento a cada pôr do sol
Onde a escuridão se curva diante de sua infinita luz
Eu danço em teu nome para celebrar o teu reino
Eu festejo a luz que orienta e guia
Eu celebro o teu nome, Dana dos Thuatha De Danan.



Elixir para tensão emocional


Este elixir é indicado quando a pessoa está ansiosa, frustrada e não sabe o que fazer. Pode ser usado tanto em casos amorosos (dúvida entre dois amores, medo da perda do amado, indecisão, etc) quanto em qualquer outro caso em que a pessoa se apresente emocionalmente confusa. Pegue um copo de água e pingue nele três gotas de anilina azul (comestível). Coloque um punhado de erva-doce e faça um chá. Adoce com um pouco de mel e coloque então uma água-marinha (cristal). Reze um pai-nosso e uma ave-maria, pedindo que os anjos iluminem sua cabeça e soprem a angústia, a dúvida e o medo de seu coração. Beba esse líquido e durma com a pedra embaixo de seu travesseiro e procure tocá-la sempre que sentir ansioso. A água-marinha é uma pedra que dá paz, alegria, serenidade e clareza de raciocínio. É usada para suavizar, acalmar e aliviar medos e fobias, facilitando o diálogo. É utilizada também para acalmar ambientes tumultuados, servindo para a redução de maus hábitos e atitudes autodestrutivas.


Elixir de ametista


Esse é para se recuperar de algum trauma emocional, uma perda, uma separação. Numa sexta-feira, faça um chá de camomila e coloque dentro uma ametista. Acenda uma vela violeta e um incenso e reze pedindo a Saint Germain que transmute sua dor para algo positivo. Beba e faça quantas vezes achar necessário. Ligada ao signo de Peixes, a ametista é a pedra espiritual por excelência. Favorece a percepção e a compreensão profunda dos problemas que causam desassossego. É associada à humildade. Ajuda também a recuperar o equilíbrio perdido. É recomendada nos casos de estresse e esgotamento nervoso, sendo utilizada para problemas de insônia.


Protegendo sua noite


Acenda um incenso de benjoim e deite-se depois de ter tomado um banho de limpeza. Acenda uma vela azul clara em um local seguro e recite este encantamento:

Agora me deito, meu corpo descansa
Mas minha mente flutua e meu espírito atua
Estou livre por algumas horas
E executo esta mágica dança
Que a divindade esteja comigo agora
Eu parto e vou aonde quiser
Voltarei quando a linha de prata assim desejar
E nessa viagem estarei protegido
Pelos meus amigos invisíveis
Nada nem ninguém poderá me tocar
Por nada nem ninguém serei agredido
Assim eu digo, assim se faça.
Fiat, fiat, fiat.

Deite-se e relaxe, respirando profundamente. A cada inspiração pelo nariz, inspire uma névoa rosa que se formará a sua volta. Visualize uma névoa verde saindo de sua boca quando expirar. Agora, expanda sua aura, brilhando. É isso mesmo, brilhe. Concentre-se e faça com que sua aura seja forte.



Prece à deusa Ártemis


Oh, Ártemis, rainha de toda a vida, dama dos encantos e guardiã das regiões selvagens, escuta meu apelo, que os seus poderes me auxiliem e me protejam.
Oh, Ártemis, dama dos lagos, virgem caçadora, faz com que o arco de prata que tu portas projete sobre mim tua luz, que tua força, capaz de punir quanto de curar, me acompanhe durante os dias obscuros que surjam! Dá-me a força! Dá-me a liberdade! Concede-me a luz!



Oração à Afrodite


Amada Afrodite, a mais bela das deusas. Deusa do amor infinito, você é a sagrada inspiração, a pura vibração do amor. Abençoa em primeiro plano a minha relação comigo mesmo (a), curando qualquer dor e ressentimento, mágoa e todo sentimento contrário ao amor que eu sinto a mim mesmo (a). Com profundo amor e unidade dentro da ordem divina, se assim houver permissão e merecimento de todos os envolvidos, cura a minha relação com todos aqueles que por algum motivo eu estiver em desarmonia e em especial, cura a minha relação com (dizer os nomes das pessoas envolvidas). Toca o coração de todos trazendo o amor, a paz e a harmonia em todas as relações. Amada deusa, honro a ti e com profundo amor, carinho e alegria levarei teu nome e contarei as tuas bênçãos a onde for. Gratidão, Afrodite. Gratidão.



Um feitiço simples com as fadas


Quando perceber que o dia não está bom, faça o seguinte: Num papel branco, escreva com caneta preta:

Este dia está repleto de pequenos seres hostis, mas eles são fracos e eu sou forte. Se suas intenções são vis, eu chamo as fadas do vento para levar embora os azares do tempo.

Então, diga alto e rasgue o papel em pedacinhos. Jogue pela janela (ou numa estrada, num local em que haja vento, pedindo às fadas do vento que levem embora os responsáveis visíveis ou invisíveis pelo seu azar.



Feitiço facilitador com a ajuda das fadas


Pegue nove fitas coloridas, dê três nós sem apertar muito, de forma que todas fiquem unidas. Acenda nove velas coloridas (se não tiver nove cores diferentes, pode repetir a branca ou a cor que simbolize a parte da sua vida que quer facilitar). Acenda as velas em forma de cruz num lugar seguro e pegue as fitas. Mostre as fitas para o alto e diga:

Minha vida se enrolou
O azar me atrasou
Venham a mim as boas fadas.

Então comece a desatar os nós com determinação e paciência, dizendo enquanto o faz:

Eu desato com poder
Facilito com prazer
E a dificuldade
Se torna facilidade.

Quando tiver terminado, coloque as fitas em volta das velas. Agradeça as fadas por ajudar a eliminar os nós da sua vida. Quando tiver terminado, recolha tudo (os restos de cera, se sobrou e as fitas) e embrulhe num papel. Enterre num lugar por onde você não passe com frequência.



Se reconectando com os elementais



Indicado também para quem busca o equilíbrio com os quatro elementos.
Você vai precisar de:

*Uma taça (ou copo de vidro) com água adoçada com açúcar ou mel.
*Um incenso de sua preferência
*Uma vela branca comum
*Um cristal (uma pedrinha também serve), ou um galho de árvore.

Como fazer:

Acenda a vela e o incenso. Fecha os olhos e inspire e respire profundamente. Sinta o ar entrando e saindo de seus pulmões. Se puder, fique descalço para sentir a terra. Diga:

Seres elementais a vocês, eu retorno...
Elfos e gnomos, seres da terra...
Guiem-me com sua sabedoria
 Traga aos meus dias, a alegria e a luz que irradia.

Visualize a energia da terra saindo do chão e subindo até você. O ideal seria que você decorasse as palavras e não abrisse os olhos, mas se não for possível, pode abrir rapidinho, logo após a cada visualização, ou, usar um gravador (é só gravar com pausas...).

Seres elementais a vocês, eu retorno...
Ondinas e ninfas, seres das águas...
Guiem meu coração
Ajudem-me a conciliar razão e emoção
E não ser dominado (a) por nenhum e nem outro.
Traga aos meus dias, amor e paixão.


Visualize uma chuva morna e dourada caindo sobre você, ou se preferir, pode visualizar que está à beira de um riacho de águas cristalinas. Seria interessante ouvir o barulho das águas em movimento nesse instante, por isso, se puder baixe no you tube algum vídeo com o som das águas.

Seres elementais, a vocês eu retorno...
Silfos e fadas, seres do ar...
Guiem-me com sua poderosa intuição
Iluminem minha mente para que eu possa encontrar a solução dos meus problemas, esquecer o passado e olhar pra frente.
Tragam aos meus dias a beleza e leveza.

Visualize e sinta uma lufada de ar, ou várias borboletas a sua volta (eu sempre visualizo as borboletas e dá mais certo pra mim).

Seres elementais a vocês, eu retorno...
Kitsunes e Bakenekos, seres do fogo...
Guiem-me rumo à vitória
Que quando tudo parecer perdido
Possa eu encontrar minha força interior
Alimentar minha chama interna com o poder superior
Tragam aos meus dias força e coragem.

Visualize as chamas (elas aquecem, mas nunca queimam) ao seu redor, formando um círculo. Sinta o seu colar. Aceite os quatro elementos como parte de seu ser. Agora vocês são um todo e um só. Se quiser pedir alguma coisa a eles o momento é esse, ou se só quiser agradecer, também. Abra os olhos devagar ou fique mais um tempinho nesse estado, pode ser que ouça ou sinta alguma coisa. Não se assuste. São os elementais dizendo um “oi” e se você se assustar, eles vão ficar chateados e vão embora. Deixe a vela e o incenso queimarem até o fim. A água você pode jogar diretamente na terra, depois. A pedrinha ou o galho, você deve guardar como um amuleto. Pode deixar na sua bolsa ou embaixo do travesseiro ou onde lhe der na telha. Seria bom que sempre que refizesse o ritual, usasse a mesma pedra ou galho. Recomendo fazer esse ritual ao menos uma vez por mês, mas se quiser fazer mais vezes, pode.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Mouras


         As moiras ou mouras encantadas são espíritos, seres fantásticos com poderes sobrenaturais dos folclores português e galego. São "seres obrigados por oculta força sobrenatural a viverem em certo estado de sítio como que entorpecidos ou adormecidos, enquanto determinada circunstância lhes não quebrar o encanto".  Segundo antigos relatos populares, são as almas de donzelas que foram deixadas a guardar os tesouros que os mouros encantados esconderam antes de partirem para a mourama.

          As lendas descrevem as mouras encantadas como jovens donzelas de grande beleza ou encantadoras princesas e "perigosamente sedutoras". Aparecem frequentemente cantando e penteando os seus longos cabelos, louros como o ouro ou negros como a noite, com um pente de ouro, e prometem tesouros a quem as libertar do encanto.
           Podem assumir diversas formas e existe um grande número de lendas, e versões da mesma lenda, como resultado de séculos de tradição oral. Surgem como guardiãs dos locais de passagem para o interior da terra, os locais "limite", onde se acreditava que o sobrenatural podia manifestar-se. Aparecem junto de nascentes, fontes, pontes, rios, poços, cavernas, antigas construções, velhos castelos ou tesouros escondidos.

      Na Península Ibérica, as lendas de mouras encantadas encontram-se também na mitologia Galega e Asturiana. Na tradição oral portuguesa, as Janas são uma outra variante de donzelas encantadas. Na mitologia polaca, a Mora é o espírito que deixa o corpo dos humanos à noite durante o sono. Na mitologia da Letónia, Māra é a deusa suprema. Na mitologia escandinava, Mara ou Mare é o espírito errante que deixa o corpo das mulheres durante a noite e causa pesadelos.

         Quem se sentasse em uma Pedra-Moura ficaria encantado, ou se alguma pedra encantada fosse levada para casa, os animais poderiam morrer. As "Pedras-moura" guardavam riquezas encantadas. Existem várias lendas em que a moura, em vez de ser uma pedra, vive dentro de uma pedra. "A moura, porém, na nossa tradição como que vive dentro da pequena pedra que é arrojada no rio. Mas as fairy irlandesas também vivem no interior das pedras." A moura é também descrita a viajar para a mourama, sentada numa pedra que pode flutuar no ar ou na água. Dentro de grutas e debaixo das pedras, muitas lendas falam que existem palácios com tesouros.



       A Moura-serpente é uma moura encantada que pode tomar a forma de uma serpente. Algumas destas mouras serpentes, ou mouras-cobra, podem ter asas e podem aparecer como meio mulher meio animal, como na lenda da serpente de Noudar ou do Monte d'Assaia.
      A Moura-Mãe toma a forma de uma jovem encantada que está grávida, e a narrativa centra-se na busca de uma parteira que ajude no nascimento e na recompensa que lhe é dada.
      A Moura-Velha é uma mulher idosa; as lendas em que aparecem mouras com figura de velha não são frequentes.

       O ouro das Mouras pode aparecer em variadas formas: figos, pedras, carvões, saias, meadas, animais e instrumentos de trabalho. Existem diferentes meios de se obter o ouro: pode ser oferecido pela moura como recompensa, roubado, ou achado.
      Frequentemente está dentro de um vaso, escondido dentro de panelas enterradas ou outros recipientes, o que já levantou a questão se seria alguma alusão a uma urna cinerária.

         É no dia de São João que se acredita que as mouras aparecem com os seus tesouros, quando se pode quebrar o seu encantamento. Em algumas lendas é neste dia que a moura encantada espalha os figos num penedo, ao luar. Noutras variantes, a moura espalha os figos ou a meada de ouro ao sol em cima do penedo. Estas lendas estão possivelmente relacionadas com a tradição popular de, nalgumas regiões, apanhar-se o figo lampo no dia de São João, um figo branco que se levava de presente. Este dia marca a data do solstício de Verão, sendo a sua referência talvez a reminiscência de algum culto solar pagão.
Mouras também costumam habitar poços, como mencionado num post anterior.

       A fonte é um dos locais que as mouras aparecem frequentemente, muitas vezes como serpentes. Muitas vezes eram atribuídas virtudes mágicas às suas águas, como na Fonte da Moura Encantada. Também é do costume popular dizer de quem casou em terra alheia, "bebeu da fonte" e ficou enamorado, numa alusão às lendas em que os jovens se apaixonam e ficam encantados pelas mouras.
O encantamento da moura pode ser causado pelo pai ou algum outro mouro (ou gênio) que a deixou a guardar os tesouros, geralmente uma figura masculina. São geralmente os mouros que têm o poder de encantar as mouras. Nas lendas, a moura pode aparecer sozinha, acompanhada de outras mouras encantadas, ou de um mouro, podendo este ser um pai, a pessoa amada, ou um irmão.
         Para se realizar o desencantamento da moura, pode ser solicitado segredo, um beijo, um bolo ou pão sem sal, leite, o pronunciamento de algumas palavras, ou a realização de alguma tarefa, como não olhar para algo velado e aguentar a curiosidade. Falhar é não desencantar a Moura e "dobrar o encanto", não obter o tesouro desejado ou perder a moura amada.
       Nas lendas em que é solicitado o pão, levanta-se a hipótese de estarem relacionadas com a antiga tradição de se oferecer alimento aos defuntos. Do mesmo modo, o leite pode estar relacionado com as oferendas que se faziam às águas das fontes e às cobras. A população mais antiga contava também que as cobras gostavam muito de leite. Uma das lendas das mouras de Formigais faz referência à preferência das mouras por leite. Quando desencantada, a moura pode tornar-se humana e casar com o seu salvador ou desaparecer. Na "Lenda do cinto da moura", depois de desencantada os mouros tentam encantar novamente a moura e fazer com que retorne à mourama.
         A mourama é um local mágico onde moram os mouros encantados. Nas lendas com um contexto histórico, é o local onde os mouros muçulmanos vivem.
       O tempo da mouraria representa um tempo incerto no passado, a mesma referência intemporal do "Era uma vez" ou o "Há muito muito tempo", com que começam os contos de fadas.



        As mouras eram associadas a vários fenômenos naturais ou elementos da natureza. Acreditava-se que o eco era a voz das mouras. Algumas lendas contam que há locais onde ainda é possível ouvir uma moura a chorar.
Os monumentos funerários são frequentemente associados às mouras. Em algumas regiões, os Dólmens são chamadas popularmente de mouras ou Casa da Moura, e antigamente acreditava-se que as mouras viviam nestas construções. A Pedra da Moura, a Antas de Pala da Moura, e a Anta da Arquinha da Moura são exemplo dos monumentos associados às lendas.
       Outro tipo de sepultura associada às mouras são as sepulturas cavadas na rocha, como é o caso de Cama da Moura, Cova da Moura e Masseira. Segundo a narrativa popular, a sepultura chamada Masseira era o lugar onde a "moura amassava o pão".
Numa outra versão da lenda, o monumento pré-histórico Pedra Escrita é o local da sepultura de uma moura.
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