sábado, 26 de dezembro de 2015

Relato: Salva por uma fada


   Meu nome é Leticya, e eu sou muito grata pela forma que você tem de ajudar as pessoas com duvidas através de seu blog. Eu sempre tive um campo de sonhos muito abrangente e confuso e ele nunca me deu medo mas ultimamente não é isso que esta acontecendo. Faz um tempo que tive esse sonho e depois dele tudo mudou. Era como um dia comum, fui e voltei do colégio. Meus amigos estavam comentando sobre um ritual que eles fizeram na noite passada e muitas coisas aconteceram. Eu estava doida para fazer mais tiver que ir para aula, voltei e tentei fazer . Era só esperar a lua cheia, ir para um lugar aberto e dizer o que o livro dizia, eu fiz e de repente meu quintal mudou, era uma floresta com arvores sem folhas e uma fina névoa cobria tudo. Existia uma mulher, era muito bela, tinha cabelos negros e um vestido branco ela me olhou com um jeito frio. Eu disse à ela:
        - Você é muito bonita.
        - Mas eu também sou muito perigosa.
        Nesse momento ela lançou muitos galhos de árvores em mim, me machuquei, e corri.
Existia um morro pequeno, derrapei e cai perto de um canal estreito de água. Tive as piores visões da minha vida, escutei gritos quase não humanos, levantei a cabeça e vi perto de algumas árvores minhas duas amigas, correndo de dois homens, um deles pegou uma jogou no chão e deu machadadas nela enquanto o outro obrigava minha outra amiga a ver tudo, elas gritavam muito e eu comecei a chorar, meu pé doía muito, mesmo assim levantei e tentei correr foi então que sentir mãos passando pela minha cintura e me levantando do chão com muita brutalidade. Meus gritos pareciam surreais, ele me levou até onde eu estava e me jogou no chão, ele disse:
      - Eu adoro as humanas. - seus olhos transbordavam malícia, só lembrei de uma pessoa essa hora: 
      - Fada madrinha, me ajuda! Gritei e ele me encarou .  
     - Fadas não são bem-vindas aqui. - Ele terminou a frase.
     Um vento forte soprou quando ele levantou a mão na direção do meu rosto, fechei os olhos e quando abrir eu estava deitada no chão do meu quarto. Existia uma música lá e vinha do meu computador, tentei desligar mas nada aconteceu foi quando uma garotinha de cabelos loiros, aparentava ter uns dez anos e usava um vestido floral saiu correndo debaixo da minha cama, em direção a sala achando graça, eu fui atrás e vi o verdadeiro medo ali. Todas as pessoas que eu conheço que estão mortas estavam lá inclusive minhas duas amigas que morreram na floresta, eu vi o meu melhor amigo que morreu a quase 5 anos. Ele se levantou e veio ao meu encontro. Ele disse:
     - Sinto sua falta. E me abraçou. Suas roupas eram brancas mas seus pulsos eram vermelhos e ainda sujos de sangue: 
    - Vem comigo! Eu preciso de você! Não vai doer. Todos sumirão, levantei e tentei correr mas a porta estava trancada, ele me segurou pelo braço e disse:
     - Ora, você não vê? Você não precisa desse mundo, eu posso levar você até o reino das fadas, elas vão te amar. - Ele pegou uma faca - não vai doer nada. Algo brilhou forte, uma mulher linda toda de branco com cabelos prateados e asas grandes e brancas brilhantes apareceu. Ela disse: 
     - Você não tem o direito de fazer isso, não a culpe por algo que você fez. Ela tem que viver, e você precisa seguir seu caminho, amigos com almas boas tentam lhe ajudar e você foge, deixe ela aqui e aceite a ajuda que sua alma precisa. Ele caiu no chão chorando e gritou segurando o peito como se sentisse uma dor horrível, ela me abraçou e me cobriu com as asas, o medo acabou sentir paz e lembro a última coisa que ela disse: 
     - Eu estou aqui. 
     Acordei.


Leticya Cardoso

sábado, 31 de outubro de 2015

Relato: Beleza interior

Oi Daniele! :3 Queria compartilhar com você um sonho meu que eu tive a alguns dias atrás.

Eu estava numa praia a luz da lua, agachada na areia. Pelo balanço das palmeiras, notei que estava ventando, embora eu usasse uma bermuda branca e um blusa amarela. Então eu me levantei e fui aonde meus pais e meus tios estavam festejando. Era como um bar em frente a praia, eles riam e bebiam. Sai correndo de lá e parei numa floresta (que eu ainda não sei de onde saiu), fui vagando por lá até que fui transportada para uma festa, lá tinham pessoas de rostos, e tamanhos diferentes, todavia todos usavam roupas de gala.  Me lembro de relance de um sapo pular em meu pé, e eu morrer de medo.
    Na festa estava uma mulher sentada, com um semblante sério no rosto; disseram que era a rainha das fadas, seu nome era Mary. Ela me chamou para me aproximar dela, e depois perguntou:
    -Você se acha bonita?
    Eu olhei para baixo e respondi:
   - Não.
    Mary me respondeu:
   -Você não deveria se importar tanto com isso, você não sabe o quanto é bonita.
    Aí eu acordei.

- Ananda Azevedo

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Relato: Enigmas


Desde sempre fui muito liga a qualquer coisa a respeito do sobrenatural, do intocável. Sempre me fascinei, mas agora me parece tão real que chega a dar medo.
          Há uns nove anos, quando estava no banheiro da casa de minha avó (agora já falecida) vi algo que se assemelhava muito a um anjo. Na forma tradicional que os imaginamos, uma criança de cabelos loiros e enrolados, trajando uma túnica da cor do céu, olhos fechados e mão em posição se súplica.
         Assustei-me e saí correndo. Nunca mais o vi.
        No ano passado tive alguns problemas com sombras que me perseguiam. O pânico me dominava e tive de ser encaminhada a uma psicóloga que tentou me convencer de que era tudo coisa da minha mente. Ela não conseguiu, mas as sombras pararam de me atormentar. Porém, no começo deste ano passei a ter sonhos lúcidos, aqueles que sabemos que estamos sonhando e temos total controle sobre tudo o que acontece, podendo acordar quando quisermos e usando sentidos além dos que usamos em sonhos comuns, como o olfato, o tato e o paladar. Em um desses sonhos, eu não conseguia me mover, mas podia ver a mim mesma deitada em minha cama, com uma sombra ao lado.
       Perguntei mentalmente o nome dela (ou dele, no caso), pois parecia ser o mais sensato a se fazer. Então uma palavra apareceu escrita no ar. “Malik”. Depois disso eu acordei.
     Naquele mesmo dia pesquisei o nome dele na internet, assim como variações, já que não tinha muita certeza, tudo o que encontrei foi um cantor, uma espécie de peixe e uma marca americana de tinta de parede. Havia desistido do caso, quando, por coincidência comecei a ler a ler a série “Os instrumentos mortais” e comprei o livro bônus, “O código dos caçadores de sombras”. Acontece que, certo dia após uma prova, estava folheando o livro quando parei em uma página aleatória e a primeira palavra que eu li foi Malik. O nome dele. Estava numa lista cheia de outros nomes, por ordem alfabética. Procurei o subtítulo e ele era: “Outros anjos conhecidos dos caçadores de sombras”. Pelo que achei sobre ele (não me parece ser um anjo muito popular) é que sua função é ser um anjo guardião. Mas a história ainda não acabou.
    Faz pouquíssimo tempo, mas inventei uma brincadeira de “contato com o oculto” (tipo o jogo do copo) quando estava entediada. Sei que pode ser perigoso e vou tentar não fazê-la mais. Consiste em segurar um lápis o mais leve possível sobre uma folha de papel e perguntar algo mentalmente. Sua mão é guiada e algo aprece escrito no papel. Consegui entrar em contato com ele.
     No meu quarto há riscos coloridos na metade das paredes para baixo e, no escuro (não completo, pois tenho medo) formam-se imagens que se movem. Faz um tempinho que reparei num rosto que quase nunca se mexe, na parede em que minha cama fica encostada. Seu nome é Ayato, pela resposta de Malik no jogo, é um enviado dele. Agora sei que estou segura, mas não sei muito sobre Malik.
    Saindo um pouco do assunto, acordei certo dia com uma frase na minha cabeça: “Bailavam a doce valsa sob o luar prateado”. Na mesma hora pensei em um anel de fadas, aqueles formados por cogumelos brilhantes. E, foi pesquisando sobre eles que encontrei seu blog. Acho que foi um sinal, uma pista. Também houve outra frase que pensei do nada: “A borboleta vive na criança de vermelho”. Não me lembro se o verbo em questão era “vive” ou “nasce”, mas não sei se tem muita influência.


Anônimo

domingo, 9 de agosto de 2015

Relato: Vigiada por uma fada

       Boa noite, eu gostaria de contar uma coisa que aconteceu comigo a algum tempo atrás.
     Meu pais tinham saído e eu e minha irmã ficamos sozinhas em casa de noite, quando fui me deitar senti que tinha alguém me observando e levantei para ver o que era. Quando levantei, vi que tinha uma mulher parada na porta do meu quarto, ela era bem alta, magra, cabelos dourados e estava toda vestida de branco.
  Como só a luz do corredor estava acesa, não consegui ver direito o rosto dela e me virei para acender meu abajur, mas quando me virei ela não estava mais lá, voltei a dormir achando que era só um sonho. No outro dia, senti o colchão da minha cama afundando, como se alguém estivesse sentado nela e quando olhei era aquela mulher de novo me olhando, ela fez um gesto me pedindo para ficar em silêncio, tocou minha testa e eu voltei a dormir.
    Agora sempre que eu entro em algum mato ou floresta, ou no quintal de casa mesmo, ela fica lá parada, me olhando às vezes, porém nunca consigo me lembrar do rosto dela, só dos olhos azuis que sempre me encaram.
  Não sei se é imaginação, alguma coisa que eu tenho ou se é um Elemental, e como leio seu blog e sei que você entende bem do assunto queria que você me tirasse essa dúvida se fosse possível. Obrigada.


Relato enviado por: Julia Tuleski 

(respondido por email).

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Envie também seu relato para: adancadasfadas@yahoo.com

Os silfos também se apaixonam?

  Boa noite, fadinhas lindas do meu coração?
Desculpem-me se me ausento às vezes. Mas para compensá-las, hoje vou postar algo sobre silfos, que com certeza, vai despertar uma ponta de curiosidade em vocês. Duvidam?


          

Se você já ouviu falar em silfos antes, deve saber que eles são assexuados e por isso mesmo são diferentes dos elfos, que só pensam em sexo e sexo. Os silfos são os elementais que mais se parecem com os anjos. Tem até gente que acredita que eles são um tipo de anjo ainda em processo de evolução para se tornar um anjo de verdade. Outras pessoas acreditam que os silfos são descendentes dos anjos caídos, que reconhecem o erro de seus ancestrais e numa forma de se redimirem com Deus, a fim de ganharem seu perdão e irem para o céu, eles se sujeitariam a vontade de Deus, acatando sem contestar todas as suas ordens. O silfo passaria por diversas provas complexas e se no final, completasse todas essas provas, seria perdoado por Deus e se tornaria um anjo do Senhor. Gosto mais dessa segunda versão porque depois de todo o estrago e toda a vergonha que os Watchers e os Nefilins causaram, Deus se dispôs a perdoar os seus descendentes, os Elementais. Assim como se dispôs a perdoar toda a humanidade pela vergonha, ganância e desobediência de Adão e Eva.

Agora, voltando aos silfos. Eles agem como nossos anjos guardiões por algum tempo. Isso pode parecer confuso à primeira vista, afinal de contas, por que precisamos de um silfo guardião quando supostamente, todos nós temos um anjo da guarda? Onde está o nosso anjo da guarda, de férias no Havaí? Hum, quem sabe. O que acontece é que os anjos são criaturas supersensíveis e imagino que depois do que houve com os Watchers, Deus tenha ficado mais vigilante do que nunca em relação aos seus anjos. Muitos humanos ainda não estão preparados para ter um anjo da guarda. Ainda mais agora com essa onda de Fallen, as garotas loucas para se atirarem nos braços do primeiro anjo que aparecer (vergonha minha)! Os anjos, ao contrário do que muitos pensam, não ficam apenas estirados sobre nuvens de algodão, sem nada para fazer. Eles trabalham e muito! Eles estão sempre trabalhando para evoluírem cada vez mais e mais, até chegarem ao nível dos arcanjos Miguel, Rafael, Uriel e Gabriel.

Os anjos da guarda aprendem com Rafael (o chefe deles) como proceder com seus protegidos em diferentes situações e sempre que uma nova dúvida surge, é ao arcanjo Rafael a quem eles recorrem. Pense nos anjos, como professores, médicos, alunos e estagiários. Assim fica mais fácil!



Enquanto os anjos estão em treinamento, os silfos entram em ação como nossos anjos da guarda substitutos. E eles são perfeitos e confiáveis para o cargo porque não sentem desejo algum. Sendo assim, não correm risco algum de caírem em tentação!

Mas só porque os silfos são desprovidos de prazer sexual, não significa, entretanto que eles são desprovidos de sentimentos. Silfos podem se apaixonar quer seja por uma fada, uma ninfa ou uma mortal. Mas poucas dariam valor ao seu amor puro e casto. Para reproduzir-se, o silfo se submeteria a ter relações com uma mulher (em geral, com uma sílfide, o gênero feminino de sua espécie). Mas seria apenas por uma questão de manter sua espécie, já que ele é impotente. Um silfo poderia se sacrificar por uma mulher a qual se apaixonasse e satisfazê-la em seus desejos sexuais. Mas isso seria algo raro, pois as pessoas que ficam muito próximas a um silfo por muito tempo (me refiro a um contato mais direto) podem se tornar como ele e simplesmente não sentirem mais desejo sexual. Um silfo na verdade, é como a maioria de nós imagina que um anjo seja; belo, bondoso, sábio e desprovido de desejos sexuais.

Fisicamente, eles são muito parecidos com os anjos. Igualmente belos, atraentes e com asas. Seria quase impossível para um humano comum saber a diferença entre um e outro. Entretanto, os silfos têm asas negras, o que logo os diferencia dos anjos. Algumas vezes, suas asas podem ser semelhantes a asas de morcegos (e só isso já basta para as comparações com o diabo surgirem), seus olhos podem ser vermelhos e eles podem ser diáfanos (transparentes, translúcidos) da cintura para baixo. Representando assim, sua impossibilidade de sentirem qualquer desejo sexual.



Amar um silfo, sem dúvida, seria a forma mais pura, mais bela, nobre e elevada de amar porque esse amor iria além de uma simples e irracional paixão, não dando margem ao ciúme e a possessividade. Seria mais ou menos como amar a Deus, com exceção de que você pode beijar o silfo e a Deus não. Você se contentaria apenas com um beijo e ficar abraçada ao um silfo, sentindo a energia elevada e positiva de sua aura seria a melhor coisa do mundo. Como estar no paraíso. Você finalmente encontraria paz e veria a vida de uma forma como nunca antes viu. E após a sua morte, o silfo a levaria para o seu Reino entre as nuvens para voarem juntos além do infinito. Esse sim seria o verdadeiro amor. E essa sim seria a forma correta de se amar um anjo e não como Fallen, em que sempre se precisa pagar um alto preço. Os silfos sabem que o verdadeiro amor não é pecaminoso e por isso, seu amor não é condenável por Deus. Porque seu amor é inocente, puro e incondicional. Um silfo se importa com a gente mesmo quando não nos importamos mais com ele e para nos proteger, eles são capazes de qualquer coisa.

Claro que também existem silfos malvados que usam seus poderes para destruir tudo o que encontram em seu caminho. Mas os silfos bons trazem sempre ventos favoráveis e moldam nuvens de amor e esperança.©


sexta-feira, 17 de julho de 2015

Relato: Quem era aquela garotinha?

Imagem de Lorri Lang por Pixabay

       Quando eu tinha cinco anos encontrei uma menina perto da minha casa, como eu era novinha eu não me importava quem ela era. Ela parecia triste então eu fui perguntar se ela queria brincar, ela disse que sim. Nós brincamos o dia inteiro, mas quando chegou a noite, ela disse que tinha que ir e talvez não voltasse. Quando ela se foi eu acordei.
      Eu nunca esqueci dela, daquela voz suave, cabelos castanhos e a pele macia e mais branca que se pode imaginar. Às vezes, eu penso o que ela estaria fazendo agora e também imagino quando ela voltará. Quando eu vou dormir, eu lembro dela e quando eu acordo, também. Eu espero que um dia ela volte e me diga quem ela era.



Relato enviado por: anaxhe fonseca.
Envie também seu relato para: adancadasfadas@gmail.com


quarta-feira, 20 de maio de 2015

Relato: Uma aventura perigosa


Eu tinha aproximadamente seis anos, estava em um lugar, e nesse lugar tinha um castelo lindo e envolta dele várias arvores, flores, plantas de todos os tipos.
     Eu conheci o que pareciam três fadinhas e a gente acabou virando amigas.
    Toda noite eu sonhava com o mesmo lugar, nós quatro (eu e as três fadinhas) sempre brincávamos, até que uma noite quando eu voltei lá elas disseram-me que tinha uma fada do sexo masculino querendo me matar, pois achava minha ida para aquele reino muito perigosa, então elas criaram um portal e eu entrei nele, assim que entrei eu acordei e nunca mais sonhei com aquele lugar.