A mitologia galesa está cercada de lendas antigas, que servem de inspiração para muitas crenças e doutrinas adotadas em vários países do mundo além de filmes, livros e diversas outras obras.
Annwn ou Annefn ( Annw em Galês médio, por vezes erroneamente grafado Annwyn, Annwfn ou Annwfyn) é um submundo, uma região subterrânea encontrada na mitologia galesa. Sobreviventes da pré-cristã mitologia celta, afirmam que os seus habitantes são imortais, o povo justo; demônios ou divindades mal disfarçadas, dependendo do ponto de vista individual. Nem céu nem inferno no sentido cristão. Há teorias que dizem que nem mesmo Manawydan fab lyr o encontrou, é que lá somente se pode chegar morrendo. Mas também foi dito que Annwn pode admitir pessoas ainda vivas, desde que elas encontrem sua porta. " Os humanos podem entrar nesse submundo espiritualmente ou corporalmente."
Annwn é o outro mundo, a terra das almas que não pertencem mais a este mundo, que partiram. Este universo oculto é governado por Arawn e posteriormente por Gwynn ap Nudd ou Gwyn, filho de Nodons, um deus britânico, cujo templo estava em Lydney na floresta de Dean. Muitas vezes, ele aparece entre os mortais a se intrometer em seus assuntos. Encontrados em " Arthur's tribunal" em Culhwch e Owen, onde Deus é dito ter lhe dado o dominío sobre os demônios, " para que este mundo não seja destruído." O folclore pode transformá-lo em lider da caça selvagem, cavalgando pelas nuvens e elevando tons humanos, juntamente com cães vermelhos-orelhudos de Annwn e, ocasionalmente, pelos mortos vivos. Os galeses definem Annwn, como o mundo do inverno, um lugar de paz, abundância, onde haveria uma fonte de vinho doce e um caldeirão do renascimento. Annwn é a passagem entre uma encarnação e outra, onde os guerreiros deixam suas armas e se recuperam para a próxima vida.
O nome Annwn, é uma referência aos nossos antepassados e à nossa crença de nossa passagem pelo reino Arawn, " O das vestes cinzas", o soberano deste reino de paz, onde voltamos ao ventre da deusa no caldeirão do renascimento. Annwn também é descrito como sombrio ou até mesmo como uma forma distorcida do nosso mundo real.
quinta-feira, 15 de março de 2012
Annwn- O mistérioso reino das fadas
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Reino Das Fadas
Daniele Claudino nasceu em 1992, em Campo Grande – MS, onde, ainda vive atualmente.
Fascinada por seres mágicos e sobrenaturais.
Seu primeiro livro, O Amanhecer Das Feiticeiras foi publicado pela Editora Viseu, em 2018.
terça-feira, 13 de março de 2012
Dilia, a fada da lua
Dilia é uma fada que aparece à noite. Curiosa, costuma sair do oco de sua árvore nas noites de lua cheia.
Dilia adora musica. Por isso, às vezes assume a forma de uma jovem para divertir-se em festas e bailes. Quando deseja dançar, Dilia canaliza a força do luar e materializa-se tornando-se a mais encantadora das bailarinas. Todos os que a viram jamais esqueceram sua graça e elegância. Diz-se em vários países que as fadas se comunicam por meio de um idioma próprio, incompreensível para os adultos e perfeitamente familiar para as crianças. Assim, quando percebe que uma criança está assustada à noite, Dilia sussurra suas estranhas canções ao vento, e a criança escolhida começa a cantarolar melodias desconhecidas, palavras inexistentes em sua língua, que misteriosamente, lhe trazem alegria e bem estar.
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Fadas
Daniele Claudino nasceu em 1992, em Campo Grande – MS, onde, ainda vive atualmente.
Fascinada por seres mágicos e sobrenaturais.
Seu primeiro livro, O Amanhecer Das Feiticeiras foi publicado pela Editora Viseu, em 2018.
Avalon- A ilha secreta das maçãs
Avalon é, provavelmente, o mais famoso reino das fadas da literatura Ocidental. É descrito como um lugar maravilhoso onde vivem diversas fadas, entre elas, destando-se a fígura ímpar de Morgana, a irmã do não menos lendário rei Arthur.
Avalon parece ser uma ilha situada em qualquer lugar no meio do Oceano e, assim, guarda profundas afinidades com a ilha de Ogigia ou com o Reino de Circe, citados por Homero na Odisséia. Segundo algumas versões, Avalon possui uma espécie de bruma que a envolve, escondendo-a dos olhos humanos. Há, porém, outras versões que dizem ser Avalon uma ilha extremamente clara ( Avalon, a branca), mas que não se revela facilmente aos olhos profanos. Avalon é muitas vezes confundida com a ilha de vidro ou a ilha de ar. Diz respeito de proteger esses lugares dos não iniciados. Há, inclusive, a ideia de que lugares como esse são cercados por muralhas de fogo, o que evita a aproximação daqueles que não são qualificados para entrar em contato com todos os centros de energia.
O nome Avalon, entretanto, pode ser explicado a partir do cimérico afal. Palavra que significa maçã. Assim, Avalon, significaria ilha das maçãs. Essa versão, lembra na mitologia grega, a ilha de Hespérides (ilha para além do Oceano), onde havia um jardim no qual estava plantada uma árvore cujos pomos eram de ouro. A conquista desses pomos consistiu-se em dos trabalhos do famoso herói grego, Hércules. Em uma coisa, contudo, todas as tradições parecem concordar: Avalon é uma terra paradisíaca. Lá não há frios excessivos nem seca prolongada, reina sempre uma eterna primavera. Nessa ilha, não se envelhece, não se adoece, não se morre. Todas as plantas crescem naturalmente sem a necessidade de se trabalhar a terra, e as árvores exibem frutos maduros e saborosos.
O lugar preferido pelas fadas, entretanto, são os montes. A palavra galesa para fada é sidhe, que significa povo das montanhas. À noite nos montes das fadas são vistos, muitas vezes, luzes cintilantes. Algumas vezes, nota-se sobre os montes das fadas uma procissão de fadas que se desloca de uma colina pra outra. No topo dos montes, existe sempre um castelo visível apenas àqueles a quem as fadas, por razões especiais, permitem a visão. Quando as fadas desejam ocultar-se, por mais que se olhe, nada se verá sobre o monte. Não se pode, ainda que por descuido, invadir um local eleito pelas fadas para sua moradia. Aquele que, por exemplo, sem saber construir sua casa em um terreno habitado por fadas correrá grande risco, pois esses seres são capazes de mover as casas de lugar, derrubá-las e criar incríveis perturbações aos moradores incautos.
* Essa postagem foi tirada do blog:refugiodasfadas.blogspot.com
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Daniele Claudino nasceu em 1992, em Campo Grande – MS, onde, ainda vive atualmente.
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