terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Relato: A banda dos djinns


 No natal, eu aproveitei para invocar os djinns azuis. Acendi uma vela azul e disse que estava procurando por um ou mais djinn que fosse do bem e que quisesse ser meu amigo. Na mesma noite quando me deitei, senti meu corpo adormecer como se eu estivesse entrando em transe. Sabia que era um sinal, fechei os olhos e me deixei dormir. Sonhei com um típico djinn azul quase como na imagem acima, ele era sério e disse que não era bobo, que só confiaria em mim se eu fizesse um acordo com ele, então, ele tirou uma pulseira de palha trançada e a amarrou no meu pulso diante de outro djinn, que parecia um líder. Parecia até um casamento (espero que não tenha sido kkk). Depois eu me vi na varanda de uma casa, sentada na mureta encarando a garagem que estava escura. De dentro da garagem vinha o som de uma banda de rock, que tocava em português umas músicas muito legais. Vocalista era um homem, mas tinha uma mulher que cantava com ele. Ela não cantava tão bem quanto ele, mas tinha o seu talento. Por algum motivo eu não podia vê-los enquanto cantavam e tocavam, mas eu não me importei, eu gostei mesmo assim. Em um certo momento, a mulher saiu para fora e eu a vi cantando sozinha. Ela não me mostrou a forma original dela, assumindo a forma de uma cantora que não era roqueira. Ela estava grávida e acho que por isso, estava sendo cautelosa. Eu fiquei bem onde estava, sem fazer nenhum movimento brusco para não dar motivos para ela me ferir. Quando a mulher terminou de tocar, um jovem de aproximadamente 20 ou trinta anos mais ou menos saiu da garagem, ele tinha o cabelo loiro com uma mecha rosa. Achei muito bonito ele, mas imaginei que certamente ele devia ser o pai do bebê que a mulher estava esperando, então fiquei séria. Ele se aproximou de mim e disse que queria falar sobre o que eu havia falado alguns dias atrás sobre djinns - eu andei um pouco nervosa por causa dos dois djinns com os quais eu tenho um histórico e falei algumas bobagens - quando um dos meus servidores apareceu e pegou um celular que estava com um fone, ouvindo uma gravação com a minha voz, eu ouvi porque o fone escapou. Rapidamente os outros servidores que eu mantenho no que chamo de base reagiram, mostrando toda a sua sombra e eu recuei, encarando os djinns. Eles ficaram parados parecendo tensos. Despertei e foi a última vez que vi esse grupo, infelizmente.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Relato: Elfos no dia dos mortos

 

Já faz algum tempo que não estou trabalhando com elfos, então, deixei de fazer viagens astrais e de invocá-los, porém, decidi tentar contato no dia do Halloween. Nada aconteceu e eu desanimei, mas na noite do dia dos mortos quando eu estava sonhando, senti vontade de correr e eu corri tão veloz quanto o vento. Dei um salto e comecei a levitar. A paisagem ao meu redor mudou rapidamente para prédios e casas antigas. Passei por dois homens muito altos que usavam ternos pretos e guarda-chuvas. Eles eram esquisitos. Olharam para mim, mas me ignoraram. Eu continuei voando e saltitando no ar até que vi ao longe um trem. Algo naquele trem me atraiu e eu fui até ele. Não consegui alcançá-lo a tempo e parei nos trilhos, o observando partir. Ouvi um barulho e me virei, vendo duas crianças paradas em frente a um morro. Elas eram albinas, com orelhas pontudas. Não me lembro se seus olhos eram negros ou vermelhos. Eram muito bonitas, mas se vestiam com farrapos. Me aproximei, encantada e quando tentei cumprimentá-las, minha voz não saiu, então eu pensei "olá". A menina sorriu e me encarou, curiosa, perguntando o que eu era. Eu não quis me revelar nem como humana e nem como bruxa, então menti que era uma fada, uma banshee (kk não me julguem), e as crianças sorriram. O menino disse: "Você só fala inglês, que pena", eu assenti, me divertindo com a ingenuidade dele. Perguntei o que elas estavam fazendo ali e reparei que o menino tinha uma mala antiga na mão. A menina disse que eles estavam viajando, que vieram de trem. Eu fiquei com pena por ver crianças viajando sozinhas e pensando que eles eram órfãos, os convidei para virem comigo, que onde eu vivia, tinha lugar para crianças especiais como eles. Foi só dizer isso que eles mudaram de comportamento na hora, ficando sombrios.
"Ah, é?", a menina disse, recuando.
"não vamos com você", disse o menino também recuando.
Eu não entendi o motivo da desconfiança e não disse nada. O menino me encarou com raiva e me disse: "boa surra para você", com isso, eu não entendi se ele quis dizer que eu apanharia de alguém - talvez, um suposto chefe, caso eles tenham pensado que eu fosse algum tipo de fada raptora de crianças - ou que eu bateria em alguém. Encarei melhor as crianças e horrorizada, percebi que elas estavam cobertas de sangue fresco, ou seja, eram elfos malévolos. Eu fiquei parada bem onde estava enquanto eles se afastavam, apressados. Despertei e dei graças a Deus por eles não terem aceitado meu convite. É como eu disse em um post antigo, no reino das fadas, as aparências enganam.