Olá, queridas fadinhas!
Hoje vamos falar sobre uma criatura que me fascina muito, a Kitsune. Mas o que é uma kitsune? Quem é fã de mangá, com certeza respondeu de primeira!
Kitsune é um elemental do Ar e do Fogo. Uma raposa de nove caudas que assume a forma humana. Seres inteligentes e com capacidades mágicas que aumentam com a sua
idade e sabedoria. Entre estes poderes mágicos, tem a habilidade de
assumir a forma humana — normalmente aparecem na forma de uma mulher
bonita, uma jovem ou uma velha. Enquanto algumas histórias falam que as
kitsunes usam essa habilidade apenas para enganar as pessoas — como
muitas vezes fazem em folclores — outras histórias as retratam como
guardiãs fiéis, amigas, amantes e esposas. Além da habilidade de assumir
a forma humana, elas possuem os poderes de possessão, conseguem gerar fogo das suas caudas e da sua boca (e é agora que você diz "caraca véi"), o poder de aparecer nos sonhos e o de criar ilusões.
Raposas e seres humanos tem vivido próximos desde o Japão antigo; esta convivência deu origem a lendas sobre essas criaturas. Kitsunes são associadas com a figura do Deus Xintoísta, Inari — Deus do arroz, da fertilidade, da agricultura, das raposas e da industria
— , servindo como suas mensageiras. Esta função reforçou o significado
sobrenatural da raposa. A qualidade física mais notável da Kitsune são
suas caudas, podendo chegar em nove. Quanto mais caudas uma kitsune
tiver mais velha, sábia e poderosa ela é. Histórias dizem que leva 100 anos para uma cauda aparecer. Devido a seu poder e influência, pessoas fazem oferendas para elas como se fossem divindades.
Muito dos mitos de raposas do Japão podem ser vistos no folclore da China, Coréia ou Índia. Esses mitos populares contam histórias de raposas que podem ter até nove caudas. Várias dessas histórias foram gravadas no Konjaku Monogatari, uma coleção do século XI de narrativas Chinesas, Indianas e Japonesas.
Há um debate sobre a origem dos mitos das Kitsunes, não sabem se foi
inteiramente de fontes estrangeiras ou parte do folclore japonês, que
datam a partir do quinto século d.C. O folclorista japonês Kiyoshi Nozaki
argumenta que os japoneses vêem positivamente as kitsunes desde o
quarto século d.C.; as únicas coisas importadas da China ou da Coréia
eram os atributos negativos em relação a elas. Ele afirma que, de acordo
com um livro de registros do século XVI, chamado Nihon Ryakki,
as raposas e o ser humano viveram muito próximos no Japão antigo, e
afirma que as lendas indígenas sobre as criaturas se formaram em
conseqüência desse convívio. A erudita Karen Smyers aponta que a idéia
da raposa como sedutora e a conexão dos mitos de raposas ao Budismo
foram introduzidas no folclore japonês com as histórias chinesas
similares, mas diz que algumas histórias de kitsunes contêm elementos
únicos do Japão.
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Acredita-se que as Kitsunes possuem uma inteligência superior, vida longa e poderes mágicos. Elas são um tipo de yōkai, ou de entidade espiritual, a palavra
kitsune é muitas vezes traduzida como
espírito da raposa. No entanto, isso não significa que elas são fantasmas, ou que sejam diferentes de raposas normais. Porque a palavra espírito é usada para refletir um estado de conhecimento ou Iluminismo.
Existem duas classificações comuns de kitsune. A
zenko, que são raposas benevolentes, celestiais associadas ao Deus Inari;
elas são chamadas às vezes simplesmente de raposas de Inari. Por outro
lado, as
yako tendem a ser mais maliciosas. Tradições locais costumam adicionar mais tipos. Por exemplo,
ninko
é um espírito de raposa invisível que seres humanos só podem
perceber-los quando são possuídos. Outra classificação tradicional é
definir a kitsune em uma dos treze tipos existentes, pelas habilidades
sobrenaturais que a kitsune possui.
Fisicamente, kitsune são lembradas por ter nove caudas. Em geral, um
maior número de caudas indica uma raposa mais velha e mais poderosa; nos
folclores dizem que uma cauda crescerá após que a raposa viver 100
anos. Um, cinco, sete e nove caudas são os números mais comuns nas
histórias. Quando uma kitsune recebe sua nona cauda, sua pele torna-se
prateada ou dourada. Estas
Kyūbi ou Kitsune (raposas de nove caudas) ganham a capacidade de ver e ouvir qualquer coisa em qualquer lugar no mundo também adquirem sabedoria infinita (Onisciência).
A kitsune é, sem duvida, um dos youkais mais poderosos da Mitologia Japonesa.
Uma das suas habilidades mais comuns é a de mudar de forma. Geralmente a
de uma jovem e bela mulher (independentemente do género a da idade
atual da raposa), mas há histórias e relatos de kitsunes assumindo
outras formas, como um velho, uma criança, ou formas ainda mais
fantásticas, como uma árvore de altura incrível ou uma segunda lua no
céu.
Outras habilidades sobrenaturais comumente atribuída ao kitsune
incluem bocas ou caudas que gerem fogo ou relâmpago (conhecido como
kitsune-bi,
literalmente, a cauda da raposa), a manifestação voluntária nos sonhos
dos outros, vôo, invisibilidade, e a criação de ilusões tão complicado
que é quase indistinguível da realidade (ha, vocês já eram elfinhos biembers!). Alguns contos falam de kitsune
com poderes ainda maiores, capazes de manipular o tempo e o espaço, e
levar pessoas à loucura. Outras têm características que lembram vampiros
ou súcubos e se alimentam da vida ou o espírito dos seres humanos,
geralmente através do contato sexual (
zoofilia? eu dispenso, valeu?)
Pessoas que são filhos(as) de kitsunes (geralmente porque o pai delas
acaba se casando com uma kitsune em forma humana sem querer) não vão ser
necessariamente raposas, mas podem herdar os poderes sobrenaturais
destas. Apesar destes poderes, kitsunes tem uma fraqueza em particular:
assim como os gatos, as kitsunes tem um medo patológico de cães, e uma vez que eles aparecem, as kitsunes saem correndo. Por conta disso, eu vou ter de invocá-las através de hipnose (sonhos). Cães são mesmo um problema (e a deusa Hécate que me perdoe!).
Tipos de Kitsune

- Bakemono-Kitsune: É uma Kitsune má e espectral (como um fantasma), muito parecido com Reiko, Kiko e Koryo;
- Genko: Kitsune preta, normalmente é visto como um bom presságio;
- Kiko: Espírito de uma Kitsune;
- Kitsune: Termo geral para a palavra "Raposa", Kitsunes podem ser retratadas tanto como Boas ou Más;
- Kitsune-Bi: Kitsunes com o poder de invocar chamas com a boca e com sua cauda;
- Koryo: Kitsune Amaldiçoada;
- Kuko: Kitsune do elemento Ar. Kukos são Kitsunes muito más, consideradas do mesmo nível do Tengu (Goblin Japonês);
- Kyuubi no Kitsune: São as Kitsunes que alcançaram os 900 anos
e tem 9 Caudas, elas ganham a habilidade de poder ver e ouvir tudo em
qualquer lugar no mundo, também adquirem sabedoria infinita
(Onisciência);
- Nogitsune: Kitsunes Selvagens, normalmente é usada para
diferenciar entre as Boas e Más Kitsunes. Assim eles usam o termo
"Kitsune", para as Boas Kitsunes, aquelas que seguem e são mensageiras
do Deus Inari
e "Nogitsune" para todas aquelas que enganam pessoas e não seguem o
Deus Inari, e são consideradas más. As Nogitsunes não são realmente más,
apenas gostam de enganar as pessoas;
- Reiko: Fantasma de uma Kitsune. Não é uma Kitsune Má, mas definitivamente é perversa;
- Shakko: Kitsune vermelha, podem ser consideradas tanto como Boas ou Más (Igual as "Kitsunes")
- Shouzaa: Espírito Seiryu, supervisor das raposas;
- Tenko: Kitsune celestial elite das kitsunes, são aquelas que
alcançaram os 1.000 anos de idade(normalmente nessa idade as Kitsunes já
possuem 9 caudas e sua pelagem muda de cor para Prata ou Dourada), mas
são consideradas tão más como a Tamamo-no-Mae ou benevolentes e sábias como as mensageiras do Deus Inari;
- Yako/Yakan: Termo geral para a palavra "Raposa" (Igual a "Kitsune").
Me lembrei de uma história sobre uma kitsune que ouvi de uma professora quando eu estava na sexta série.
Um homem, viúvo que morava sozinho com seu bebê, conheceu uma kitsune e tornou-se muito amigo dela. Embora todos do vilarejo condenassem essa amizade, dizendo que as raposas (kitsunes) eram traiçoeiras. Um dia, esse homem precisou sair de casa para resolver um problema e não encontrou ninguém que pudesse cuidar de seu filhinho enquanto estivesse fora. Não lhe restou outra alternativa, senão deixar o seu filho sobre os cuidados da kitsune.
A kitsune descansava tranquilamente na sala quando ouviu o bebê chorar e foi depressa ao quarto do bebê, ver o que estava acontecendo. Chegando lá, ela viu uma cobra próxima ao berço do bebê e sem pensar duas vezes, matou a cobra.
Quando o homem voltou para casa, encontrou a raposa com a boca toda suja de sangue. Pensando o pior dela, ele a matou. Então ouviu o seu filho chorando e foi correndo até o quarto. Chegando lá, ele encontrou seu filho no berço e a cobra que a raposa tinham matado para proteger a criança. Cheio de remorso, o homem percebeu o erro que tinha cometido.
Eu sempre choro quando me lembro dessa história. Coitada da raposa! O homem não confiou nela. O idiota deveria entrado dentro de casa para ver se ela tinha ou não devorado o seu filho. Eu sei que deve ter sido assustador chegar em casa e ver a raposa com a boca cheia de sangue. Mas ele deveria ter confirmado sua suspeita antes de qualquer coisa.
As kitsunes não são fadas, mas nem por isso deixam de ser interessantes. Concorda?
Se você gostou delas e não tem nenhum cachorro na sua casa (que inveja!) não tenha medo de invocá-las (as do bem, claro!). Já imaginou ter uma kitsune como guardiã? Seria d-e-m-a-i-s!!!
Bem, agora eu tenho que ir porque se não invocar uma kitsune já, vou ter um treco! Me desejem sorte porque essa é a minha chance de me livrar de vez daqueles orelhudos chatos.
Beijinhos...