segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A farsa por trás do famoso caso das Fadas de Cottingley

   
      As Fadas de Cottingley aparecem em uma série de cinco fotografias tiradas por Elsie Wright e Frances Griffiths, duas jovens primas que viviam em Cottingley, perto de Bradford, na Inglaterra, à época da Primeira Guerra Mundial.

    Duas primas, Elsie Wright, de 16 anos e Frances Griffiths, de 10, que, em um domingo de 1917 se atrasaram para o chá das cinco. Para explicar o atraso, elas disseram que encontraram fadas. Logo elas produziram fotos para provar que haviam visto fadas no vale Cottingley (Yorkshire, Inglaterra), mas os pais compreensivelmente desconsideraram as fotos como besteira.
Contudo, três anos depois a senhora Wright, mãe de Elsie, estava envolvida na Sociedade Teosófica, que dava credibilidade a fotos de espíritos, entre outras coisas. Ao assistir uma palestra em que fadas foram discutidas, ela lembrou-se das fotos e as entregou ao palestrante que tratou de passá-las a Edward Gardner, que levou as fotos muito a sério. Ele pediu a ajuda de diversos especialistas, e entre eles estava ninguém menos que Sir Arthur Conan Doyle, criador do célebre detetive fictício Sherlock Holmes.

Doyle, diferente de seu famoso personagem, se impressionou muito com as fotos e, mesmo sem ser um perito fotográfico, declarou-as autênticas. Muitos atribuem o grande sucesso das fotos à credibilidade apaixonada que Doyle lhes emprestou, falando sobre como elas provavam que existia um outro mundo espiritual.
Curiosamente o próprio Gardner achou à primeira vista que as fotos fossem falsas. Sua opinião começou a mudar depois que notou que não havia sinais de dupla-exposição. Ele acabou enviando-as à Kodak para análise, e as conclusões do laboratório citadas por Gardner não deixam de ser adoráveis: 

 1. Os negativos são uma exposição única.
2. As placas [naquela época se usavam placas para os negativos, não filmes] não mostram sinais de falsificação, mas isso não pode ser tomado como evidência conclusiva de autenticidade.
3. A Kodak não estava disposta a emitir nenhum certificado a respeito delas porque a fotografia apresenta uma diversidade de processos e um operador perspicaz poderia tê-las feito artificialmente.
4. O chefe do estúdio disse ainda que achava que as fotografias devem ter sido feitas usando os aspectos do vale e a garota como pano de fundo; e então ampliando imagens dele e pintando as figuras; então tomando exposições de meia-placa e um-quarto de placa, com iluminação adequada. Tudo isso, ele concordou, seria um trabalho engenhoso e levaria tempo. 
 

O fato dos negativos não terem sido forjados parece ter sido crucial para que Gardner e muitos outros acreditassem e atestassem que as fotos eram genuínas. Elas poderiam ter sido forjadas, mas deveria ter sido muito complicado e as garotas eram só... crianças.
Gardner e todos defensores da autenticidade das fotos freqüentemente ignoravam o fato de que Elsie tinha trabalhado em um estúdio fotográfico durante a guerra. Ela tinha muitos dotes artísticos, e usou diversas técnicas simples para forjar suas fotos. 

     Na edição de março de 1983 de Science, as duas primas "confessaram que as fadas nas fotografias eram na verdade desenhos que Elsie tinha feito, recortado e prendido com alfinetes". Isto explica porque não havia dupla-exposição: as fadas estavam lá, mas eram de papel. Outras técnicas também teriam sido usadas, Elsie pode ter simplesmente recortado desenhos de fadas de revista e há pelo menos uma fotografia que evidencia uma clara dupla-exposição.
A confissão de 1983 não foi a primeira. Elsie e Frances, como em outros casos de fraudes simples que se tornaram muito famosas, sempre foram evasivas em relação ao tema. Ambas ainda insistem que realmente viram fadas, que apenas as fotos são forjadas. O fato é que elas conseguiram manter o tema e a controvérsia viva por décadas e enganaram todos que ousaram assumir que elas eram incapazes de fraudar qualquer coisa. Afinal, eram só crianças.

    A primeira vez que vi as foto na internet eu também suspeitei de que elas eram falsas porque tava na cara que as supostas fadas na verdade eram desenhos!
Mas as pessoas de antigamente eram ingênuas e acreditavam muito mais em magia do que acreditamos hoje.
   Fraudes existem, é verdade. Mas isso não significa que fadas não existam, que são invenção. O que acontece é que o mundo está cheio de gente que quer se dar bem a qualquer custo e não se importa em brincar com quem realmente acredita em elementais. No caso das primas Elsie e Frances, não passou de uma travessura que sem querer tomou tamanha repercussão. É claro que elas ficaram com medo de desmentir tudo já que tanta gente acreditou. Acho que nem eu teria tido coragem de desmentir e encarar meus pais depois.
    Embora As Fadas de Cottingley não seja um post inédito, eu senti que precisava postá-lo assim mesmo porque muito gente ainda acredita que Frances e Elsie realmente viram essas "fadas". A escritora Eddie Van Feu, ao que parece até hoje acredita nessa versão encantada. Digo isso porque sempre que ela se refere as fadas, cita o caso de Cottingley como verídico.  E não é bem assim!
  Eddie é uma pessoa maravilhosa e eu a admiro muito como escritora, mas alguém tem de falar pra ela que as Fadas de Cottingley são uma fraude! Pelo amor de deus!

    E espero que ninguém comente esse post, afirmando que isso é uma prova de que fadas não existem porque seria uma total hipocrisia, levando em conta que se uma pessoa que não acredita em fadas, faz o quê em um blog sobre fadas, hum?
Obrigada pela sua visita, mas se não acredita em fadas, respeite quem acredita. Eu não tenho culpa se alguém frutrou sua infância ao revelar que o Papai Noel não existia!
    Se os meus leitores são malucos e vêem fadas, problema deles. Não seu! Cuide de sua vidinha sem graça, que dos meus leitores, cuido eu!

Boa-noite minhas fadinhas e silfinhos!


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