quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Os Ventolines

Os ventolines são criaturas da mitologia cantábrica. Eles são espíritos do ar que ajudam aqueles que navegam no mar.
      Os ventolines são descritos como anjos com grandes asas verdes e olhos brancos como ondas quebrantes. Eles vivem nas nuvens avermelhadas do pôr do sol.
       Quando um velho pescador se cansou de levantar as redes, os ventolinos desceram das nuvens do pôr-do-sol e carregaram o peixe no barco. Eles até enxugaram o suor e o abrigaram com suas asas verdes quando fazia frio. Depois pegavam os remos e levavam o barco para as docas. Outras vezes, eles levantavam a vela e, se não estivesse ventando, sopravam inflando as bochechas e voando atrás do barco, fazendo uma brisa suficiente para que o barco navegasse.

Ventolines, ventolines,
ventolines do mar,
este velho está cansado
e não pode mais remar ...

-  Oração popular cantábria aos ventolinos.

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quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Fadas Anjanas


Anjana é uma das mais conhecidas fadas da mitologia cantábrica. Essas fadas femininas frustram o cruel e implacável Ojáncanu. Na maioria das histórias, são as boas fadas da Cantábria, generosas e protetoras de todas as pessoas. Sua representação na mitologia cantábria lembra as lamias na mitologia grega antiga, bem como os xanas nas Astúrias, as janas em León, e as lamias no País Basco, este último sem a aparência zoomórfica .
       A tradição oral fornece explicações diferentes para a natureza da Anjana. Alguns dizem que são seres celestiais enviados por Deus para fazer boas ações, e voltam ao céu depois de 400 anos, para nunca mais voltar. Outros, no entanto, indicam que são espíritos de árvores que cuidam das florestas.
      Anjana é descrita como bonita e delicada, com meio metro de altura, pele branca e uma voz doce. Alguns são como um rouxinol quando estão felizes, e outros são como um besouro pisando nas folhas no outono. Seus olhos são inclinados, serenos e amorosos, com pupilas pretas ou azuis tão brilhantes quanto as estrelas, e possuem asas quase transparentes. Elas usam longas tranças negras ou douradas, adornadas com laços e fitas de seda multicoloridas; uma linda coroa de flores silvestres na cabeça; e uma capa azul em uma túnica branca longa e fina, e carregam nas mãos um pedaço de vime ou espinheiro que brilha em uma cor diferente todos os dias da semana.
        Elas são vistas caminhando pelas trilhas da floresta, descansando nas margens das nascentes e nas margens dos riachos que parecem ganhar vida. São capazes de conversar com a água que flui das fontes e nascentes. Ajudam animais feridos e árvores danificadas por tempestades ou Ojáncana, amantes, pessoas que se perdem na floresta e os pobres e sofredores. Sempre que perambulam pelas aldeias, deixam presentes à porta de pessoas amáveis ​​e prestativas. Quando convocadas para obter ajuda, aceitam se o convocador é bom de coração, mas também punem os iníquos.
        As tradições afirmam que à noite, durante o equinócio da primavera, elas se reúnem nos sinos e dançam até o amanhecer de mãos dadas e espalhando rosas. Quem conseguir encontrar uma rosa com pétalas roxas, verdes, azuis ou douradas ficará feliz até a hora de sua morte.
        Outros fadas Cantábrica relacionadas são a Hechiceras del Ebro (Enchantresses do rio Ebro ), o Mozas del Agua (Lasses água), o Viejuca de Vispieres (a Vispieres velhinha), o Anjanas de Treceño, las Moras de Carmona (moura Donzelas de Carmona ) ou as Ijanas do Vale de Aras (vale de Ijanas do Aras [ es ] ).


 Anjanas e o Natal 

 

Anjanas chegam às aldeias da região durante a noite de 5 de janeiro, com a intenção de levar às crianças uma variedade de brinquedos e presentes. Isso ocorre a cada quatro anos, geralmente para famílias pobres, e ainda ocorre anualmente em algumas áreas da Cantábria.

Relato: Presença Maligna

Prazer? Pode me chamar de Caio, eu sou de Ribeirão Preto e tenho 20 anos. Moro com minha avó que é quem me criou. Posso dizer que minha avó não é uma pessoa comum. Ela feiticeira e tudo o que ela diz, costuma acontecer. Não raro, ela adora jogar alguma praga em alguns de nossos vizinhos. Tem uma casa ao lado da nossa, onde o antigo morador irritou a minha vó e ela disse que ele morreria em menos de três meses. Eu ri e achei que ela estava viajando, mas então aconteceu um acidente onde o vizinho perdeu o controle da sua moto e sofreu um acidente. Eu fiquei assustado. Tentei me convencer que foi só uma coincidência bizarra. Minha avó ficou feliz com o que houve e eu não pude acreditar que alguém era capaz de se alegrar com a morte de alguém. 
       Desde o ocorrido, todo mundo que se muda para essa casa, tem sua vida transformada em um verdadeiro inferno, brigas, doenças, acidentes, tudo acontece com quem tem o azar de alugar ou comprar essa casa. Muitos moradores passaram por ela e por incrível que pareça, nenhum agradou a minha avó. Os últimos moradores foram um casal de idosos e sua neta de treze ou quatorze anos. Eles pareciam ser muito rígidos com a menina, viviam gritando com ela, não lhe deixavam sair e a forçavam a fazer todos os trabalhos domésticos. Às vezes, era possível ouvi-la chorando. Eu queria chamar o Conselho Tutelar, mas não sei se adiantaria porque aqui na cidade onde moro, as coisas são de outro modo, não sei se as pessoas não se importam, provavelmente não. O gato de estimação da minha avó vivia entrando no quintal dessa vizinha que não gostava muito de bichos e um dia, ele desapareceu. Minha avó suspeitou que foi a vizinha que deu um sumiço nele e decidiu que ela pagaria por aquilo. Minha avó não hesitou em dizer em voz alta que quem tivesse pego o gato dela, se arrependeria por aquilo. Quase um mês depois, a vizinha estava na frente de casa, conversando com sua neta quando passou mal e desmaiou. Eu não estava em casa, mas minha vó estava e me contou que a menina veio desesperada, pedir por socorro. Minha vó não ligou muito, mas mandou a garota ligar para a emergência. Uma ambulância veio buscar a idosa e ela já estava consciente quando minha vó se aproximou dela. A mulher disse: "O seu gato sumiu, né? Vou ajudar a encontrá-lo quando eu voltar do hospital".
        Minha avó encarou aquilo como uma confirmação de que foi a mulher que se livrou do gato. Quanto a menina, ela estava muito nervosa com o que aconteceu e minha vó teve pena dela e a aconselhou a pegar suas coisas e voltar para a casa da mãe. A menina seguiu o conselho dela e nunca mais voltou, felizmente. Espero sinceramente que ela esteja bem. O casal de idosos continua na casa, mas acredito que seja por pouco tempo, as brigas continuam e a saúde do marido da mulher segue debilitada, ele já tinha a saúde frágil e me parece que seu estado piorou.
         Há alguns dias atrás, eu passei por algo que espero não passar novamente. Paralisia do sono. Eu sonhei que um estranho entrava na casa e assassinava minha vó e depois a mim. Tentei despertar, mas percebi que já estava acordado, eu só não conseguia abrir os olhos ou me mover. Eu fiquei naquela agonia por um tempo e quando finalmente consegui me libertar, me levantei e fui até a cozinha, tomar um pouco de água. Ouvi algo estalando no quarto da minha vó e fui até lá, preocupado. Quando cheguei lá, ela dormia, e na cadeira que ela sempre larga ao lado da cama, tinha uma coisa apavorante sentada, a encarando. Parecia uma pessoa coberta por um lençol. Era assustador. O que quer que fosse aquela coisa, virou a cabeça na minha direção e me encarou. Fiquei com tanto medo que voltei correndo para o meu quarto e me tranquei lá. Não pensei na possibilidade daquilo ser humano de jeito nenhum. Eu tinha certeza que não era. Na manhã seguinte, eu contei à minha vó o que houve e ela ficou brava comigo porque se aquilo fosse um psicopata poderia ter matado ela. Tem acontecido algumas coisas estranhas, tipo, os bonecos da minha vó mudam de lugar sem que ela os toque e ela se sente mais cansada do que o normal, além de relatar alguns barulhos estranhos na casa. Eu prefiro passar a maior parte do tempo fora de casa, com meus amigos ou no trabalho, porque sinto que há uma presença maligna na casa. Talvez, aquele homem que morreu no acidente tenha voltado para assombrá-la ou seja só o carma, mas de qualquer forma, eu estou vendo um lugar para mim, devo me mudar em breve porque essa casa realmente me assusta e, também a minha vó me assusta.©


Nota da Giovanna:


O relato foi respondido por email.
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terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Relato: Sou guardada por um anjo sombrio

Olá meninas, podem me chamar de Ellen. Sou de Santa Catarina e tenho 23 anos. Não sou Cristã mas sempre amei anjos desde criança. Não chego a ser obcecada por eles, mas os admiro muito. Para mim, eles são mais que mensageiros de Deus, são uma prova de seu amor pela humanidade, de que não estamos sozinhos e que tem alguém ao nosso lado sempre disposto a nos consolar. Lembro que quando eu era criança, eu estava inconformada por não saber orar nenhuma prece antes das refeições como as pessoas nos filmes americanos, eu sempre achei bonito aquilo, toda a família reunida em volta da mesa, agradecendo pelo alimento prestes a consumir. Não era assim na minha família. Um dia eu ouvi uma voz na minha cabeça e essa voz me ensinou uma oração simples que até hoje, eu repito.
          Comprei alguns livros de anjos e comecei algumas meditações para contatá-los. Senti muita paz e me tornei uma pessoa mais leve... Por um tempo. Tive alguns problemas na minha vida e me afastei dessa boa energia. Perdi uma pessoa que amava muito e mergulhei em um vazio que nada preenchia. Eu só queria morrer. Foi quando sonhei que havia um anjo parado em frente à janela do meu quarto e ele me deu alguns conselhos que considerei valiosos, embora, ainda não acredite que seja capaz de fazer nada do que ele disse.
            Uma noite, eu estava deitada na minha cama, sem conseguir dormir e quando me virei, tentando encontrar uma posição confortável que talvez me fizesse adormecer, o vi pela primeira vez. Ele estava no teto, agachado, mas de ponta cabeça. Não parecia fazer o menor esforço para se manter naquela posição. Eu estava bem acordada quando o vi e tenho certeza de que não foi minha imaginação ainda que eu tenha tentado me convencer do contrário. Ele tinha a pele pálida, asas negras e se vestia todo de preto, era um anjo sem dúvida. Fiquei surpresa quando o vi, mas de alguma forma, não senti medo e não consegui gritar ou dizer nada, não que eu tenha tentado, eu só me senti... Em paz? Foi estranho.
            Um ano depois, eu me mudei e esqueci o que aconteceu até ter um sonho estranho onde esse mesmo anjo estava parado nos pés da minha cama. Ele não parecia mais tão assustador e eu pude notar que suas asas não eram negras, mas de um tom marrom escuro quase negro. Ele me encarava triste e eu sabia que ele estava esperando. Levei um tempo para perceber que eu estava em um hospital. Deveria ser um hospital comum mas ele era diferente, parecia ser estrangeiro, não sei explicar. Até hoje não entendo se aquilo foi uma visão de uma vida passada ou se era uma visão do futuro, mas eu estava sofrendo com hemorragia e tinha acabado de dar à luz a uma criança que não resistiu e morreu. Eu estava triste mas ao mesmo tempo, conformada porque morreria junto com meu filho. De alguma forma, não ter de viver com a dor de mais uma perda, me consolou. O anjo virou o rosto por um instante, ele não parecia confortável com aquilo, no entanto, continuava esperando que eu morresse. Tudo ficou escuro de repente e eu despertei. Fiquei assustada com esse sonho, sem saber como interpretá-lo.
          Meses depois, enquanto eu comemorava a virada de ano e bebia para me sentir feliz, eu me virei por um instante e ergui a cabeça, foi quando o vi no teto, me encarando. De alguma forma, ele parecia mais sombrio ou talvez, eu finalmente tenha ficado com medo. Eu não sou de beber muito, é mais em ocasiões especiais ou socialmente e se eu já não o tivesse visto antes quando estive sóbria, poderia até dizer que foi por causa do álcool, mas eu sei que não foi. Eu não sei como se sinto em relação a ele, tem vezes, que me sinto segura por ser protegida por um anjo, outras vezes, me lembro daquele sonho e me pergunto se ele ainda está esperando? Eu não vou mentir, tenho pensamentos sombrios de acabar comigo mesma porque perdi a vontade de viver, mas seria esse anjo, a minha salvação ou a minha perdição? Será que no dia em que morrer, ele estará lá? Eu acho que sim.©


Nota da Liliane Melville (Lily):


O email foi respondido, mas considero que pelo menos a resposta deva ser particular.
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segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Relato: Assombrada por Djinns

Olá Giovanna, Lily, Nielee e Karina. Podem me chamar de Nádia, não é  meu nome real, mas prefiro me manter no anonimato enquanto não compreendo o que se passa comigo. Sou de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, como vocês, e amo nossa cidade tão encantadora e acolhedora com os imigrantes. Meus pais vieram do Marrocos para cá quando eu era bem pequena, então, não tive muita dificuldade em me adaptar. Mantemos alguns de nossos costumes, mas meus pais amam o Brasil e nem pensam em retornar ao Marrocos. 
           Sempre tive curiosidade sobre fadas e djinns, mas meus pais nunca gostaram que eu sequer mencionasse essas palavras porque sempre acreditaram que esses seres poderiam ser atraídos se os chamasse em voz alta, então, eu tinha medo. No entanto, quando completei dezesseis anos, eu me senti mais e mais atraída por esse mundo mágico e quando dei por mim, já estava comprando ebooks e pesquisando em sites sobre como invocar essas forças. Eu nunca duvidei que fossem todos reais, nunca, mas eu precisava vê-los para confirmar. Tentei várias vezes persuadir meus pais a me contarem como contatar os djinns, mas eles sempre desconversavam ou brincavam, perguntando se eu queria me casar com um. Sim, humanos podem se casar com djinns, tem cerimônias especiais para isso, eu não sei como funciona, só sei que é possível, embora, eu ache estranho e não sei se teria coragem para isso.
         Eu fiz um ritual que minha tia me ensinou quando estava bêbada e ela nem lembra mais de ter me ensinado, mas enfim, pensei que não tinha dado em nada, quando em uma noite, meus primos e eu estávamos sozinhos em casa à noite, assistindo a um filme enquanto nossos pais estavam ajudando na Mesquita. Eu me lembrei dos djinns do nada e pensei que era mesmo besteira, lendas antigas e bobas para assustar crianças e viajantes solitários quando meus primos e eu ouvimos uma pancada forte no alto do teto na varanda. Quis pensar que fosse um gato, mas foi um barulho tão alto como de uma pessoa caindo do alto, sabem? O que quer que tivesse desabado, deu a volta na casa rapidamente e pareceu saltar no telhado dos fundos, próximo ao banheiro, aí o barulho foi mais forte. Nós levantamos apressados, mas não ousamos abrir as portas ou janelas porque já era noite e moramos em um bairro perigoso onde não é incomum que aconteça assaltos. Vivemos aqui há anos. A casa é própria e meus pais gostam daqui e são amigos de todos os vizinhos. Temos um cachorro. E meu pai sempre diz que Alá nos protege e que não devemos temer nada. Aquela noite, eu temi e como temi. Um dos meus primos, acreditando que fosse mesmo um ladrão, tentou intimidá-lo, dizendo que tinha uma arma e que atiraria se ele entrasse. O barulho cessou por alguns minutos, mas depois retornou como uma pancada na parede do banheiro. Acendemos a luz da varanda dos fundos, mas o quintal continuava escuro e ninguém iria querer ir acender a luz dos fundos porque teria que deixar a casa e ir até a casa do meu tio nos fundos. O cachorro estava na sala com a gente e latia como louco. Também não abrimos a porta para soltá-lo mesmo que ele fosse grande porque tudo o que tínhamos era um cachorro e as facas que pegamos na cozinha, e só para vocês entenderem nosso desespero, os bandidos aqui entram armados nas casas, batem, estupram e levam o que podem, nem a luz do dia os intimida. Eu só queria chamar a polícia ou nossos pais, mas meus primos disseram que era melhor esperar senão o pai e o tio poderiam ficar bravos se chegassem e não fosse nada.
        Alguns minutos que pareceram longos se passaram e quando já estávamos convencidos que o barulho fora apenas um gato ou dois, algo esbarrou na porta dos fundos ou o melhor na grade da porta - nossas portas tem grades móveis embaixo para o cachorro não entrar para dentro às vezes - e aí sim, nos apavoramos e enquanto um dos meus primos ligava para o pai, e o outro ameaçava novamente aquele intruso, eu arrastei a máquina de lavar na porta por garantia, fui até o meu quarto e coloquei meu celular, meus documentos e outros pertences em uma bolsa e me preparei para fugir pela garagem que dá acesso direto à rua, caso eles entrassem. Gente, eu estava certa que eles entrariam na casa e também no que eles entrassem, eu sabia que eles entrariam por uma porta e eu fugiria por outra. O barulho voltou para o teto e então, eu me lembrei dos djinns. Eu estava tão nervosa que não sabia se era possível que fosse um djinn, parecia mais provável ser um ladrão. Acho que é mais fácil para nós em um momento como esse, buscar a explicação mais realista possível. Djinns eram uma possibilidade e bandidos uma realidade, ainda assim, eu fechei meus olhos com força e pedi desculpas aos djinns.
           Nossos pais voltaram e contamos a eles o que houve, eu não mencionei sobre os djinns com medo da bronca, meus pais levam djinns muito a sério e se eu falasse o que fiz, tenho certeza que no mínimo levaria uma surra, é sério. Todos pensaram que eram bandidos e ninguém dormiu antes do amanhecer, vigiando a casa. A noite toda foi aquele clima pesado e tenso, vez ou outra alguma pancada na parede ou no teto nos deixava alertas. Por volta das cinco e pouco quando já estava claro lá fora, nós fomos olhar em volta da casa, mas não havia pegadas, a grama ao redor da parede do banheiro estava amassada em uma trilha quase circular, mas nada de pegadas. A máquina de lavar do meu tio continuava lá fora na casa dos fundos, o que achamos estranho porque os bandidos da região tem fama de não perdoarem nada. Talvez, não tivessem visto já que a luz estava apagada e ela ficou apagada porque nosso tio ficou na nossa casa com a gente a noite toda para ajudar meu pai a nos proteger. A grade na porta dos fundos da nossa casa estava no lugar. Tudo estava no lugar. Na noite seguinte, esperamos que os barulhos voltassem, meu tio já estava em sua casa e manteve as luzes acesas, mas os barulhos não voltaram.
         No dia seguinte, eu estava no quintal pesquisando no meu celular sobre o que poderia ter sido aqueles barulhos quando senti uma presença atrás de mim, foi tão forte, eu sabia que era um homem, até achei que era meu tio. O cachorro estava embaixo da minha cadeira e eu passava a mão na cabeça dele enquanto mexia no celular. O cachorro me estranhou de repente e quase mordeu minha mão. Eu me assustei porque ele sempre foi dócil comigo. Ele se virou para trás de mim, rosnando e eu sabia que tinha algo ali ainda que quando eu tivesse me virado, não tivesse visto nada. Eu acho que fiquei mais assustada com o cachorro me estranhando, eu cuido dele desde quando ele era filhote. Meus pais não gostam muito dele por ele ser preto porque acreditam que cães pretos podem facilmente serem possuídos ou manipulados por djinns, ainda assim, eu insisti em ter o cachorro e sempre o protegi. Peguei a coleira e decidi prendê-lo, mas foi difícil com ele querendo me atacar, eu o arrastei com custo para a varanda e quando quis colocar a corrente no lugar de sempre e deixá-lo lá, ele surtou e quis me morder no duro mesmo, eu precisei erguer a corrente com força quase o enforcando para ele se acalmar, então, meu primo veio e o prendeu na garagem. Eu fiquei muito chateada ainda mais quando meu pai falou que ia dar o cachorro. Eu não queria isso. Dois dias depois, quando eu começava a me convencer de que seria melhor ter um labrador amarelo ou mesmo um vira-lata, eu tive um sonho estranho. Eu estava deitada na minha cama e tinha uma névoa negra acima de mim, a névoa era tão densa e grande que circundava toda a casa e no meu sonho, o meu cachorro a via e isso, o deixava tão furioso. No meu sonho, eu saía de casa correndo e me escondia embaixo das árvores, assustada. Eu não sabia onde estava minha família e não me importava. Só queria ficar a salvo. Meu cachorro veio correndo e pulou nos meus braços tão manso quanto antes, ficamos ali por um tempo até a névoa desaparecer, eu fiquei rezando o tempo todo para Alá e acho que foi isso que fez a névoa sumir, quando senti que era seguro, deixei a árvore com meu cachorro e acordei. Na manhã seguinte, quando sai para fora, meu cachorro veio correndo até mim, muito feliz e todo brincalhão, ele nunca mais demonstrou comportamento agressivo. As pancadas também não voltaram. Nunca mais mexi com djinns e sempre tento não pensar neles, é difícil, mas sempre repito "que Alá os afaste de mim e da minha casa". Hoje, quando me lembro disso tudo, tenho certeza de que não eram bandidos e sim, djinns, porque bandidos voltam... Talvez não, mas não acho que eles desistiriam tão fácil. Tomem cuidado quando forem dizer certas palavras em voz alta. Como meus pais dizem, há certas forças que o Homem não pode controlar por mais que tente. Eu ainda amo fadas e estou aprendendo muito sobre elas graças a esse blog incrível, mas nunca mais penso em mexer com djinns. O que vocês acham disso? Um beijo.©



Nota da Giovanna:


O relato foi respondido por email.
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Nossa experiência com os Servidores Astrais

Boa noite, queridos, esse post, talvez seja um pouco diferente do que vocês estão acostumados, mas acredito que no mínimo, ele será interessante. 
         Se lembram que prometi ensiná-los a criarem seus próprios Servidores Astrais? Então, eu ainda vou ensinar, mas como levo magia à sério, decidi que primeiro testaria esses tais servidores só para saber o que é mito e o que é verdade sobre eles. Nielee, Giovanna e Lily me ajudaram, criando seus próprios Servidores e também os testando. O resultado é surpreendente!
     Mas primeiro, o que são Servidores Astrais? Então, eles são plasmados de parte da sua energia, moldados em uma forma específica que pode variar dependendo do seu propósito que pode ser controlar sua mediunidade, superar algum trauma ou mesmo conseguir prestar a atenção naqueles exercícios complicados de matemática. Servidores e Tulpas não são a mesma coisa. Para mim, a principal diferença entre um e outro não é apenas a forma como são feitos, mas o fato de que o Servidor é melhor trabalhado e feito para ter sentimentos ao contrário dos Tulpas que parecem ter apenas inteligência. É lógico que um ser que a cada dia se torna mais e mais inteligente e consciente de seu poder, vai se questionar uma hora "por que eu preciso obedecer esse humano mimado e idiota?".  Você pode dizer que isso depende da forma como o Tulpa é tratado e, sim, isso conta muito, mas lembre-se que Tulpas não tem sentimentos, tem propósitos! Servidores tem sentimentos e nós comprovamos. É claro que alguns podem ser tão psicopatas quanto Tulpas e é aí que mora o perigo em se usar Servidores Públicos. 
         Eu pensei que era exagero, que Servidores Públicos eram todos legais, mas trabalhando com três - que prefiro mesmo não dizer o nome para não ter problemas com seus criadores -, eu percebi que não é bem assim, não. Ainda que eu tenha seguido todas as instruções fornecidas no site, um dos Servidores que tinha um propósito sombrio, a primeira coisa que fez quando o contatei, foi me pedir sangue... Tá, até aí, nada demais, estava na ficha dele que ele poderia pedir, mas eu ofereci a outra opção Vela. Não sei bem se ele cumpriu sua função porque os alvos em questão só demonstraram terem tido noites de insônia e dor de cabeça, eu queria um pouco mais... 
     "Nossa, Karina, você é má", eu nunca disse que era uma santa! Essas pessoas mereciam, mas não importa mais.
         O segundo Servidor deveria me ajudar a ter bons sonhos, mas assim que vi esse servidor, eu percebi o desleixo de seu criador porque esse era um servidor bebê que não não tinha a menor ideia do que estava fazendo e só sabia consumir energia, talvez ele enviasse a seu criador como um amigo meu me disse...
          O terceiro Servidor, foi um dos melhores que já usei e não tenho do que reclamar, sério, ele era perfeito e eu praticamente o via semi materializado nesse plano físico.



As fases de um Servidor



Antes de criar um servidor, você precisa entender que ele é um ser vivo, não é só a sua imaginação como parecerá algumas vezes. A responsabilidade em cuidar dele e treiná-lo é semelhante a de um pai ou mãe com um filho, com a diferença que esse "filho" cresce mais rápido.
         Na primeira fase, temos a Ideia, a forma e o propósito desse ser que estamos prestes a criar. Essa é uma das etapas mais importantes porque ele já estará na pré moldação, portanto, é importante que sua energia esteja alinhada ao propósito que ele terá. O mais legal de se ter um servidor para alguns bruxos é que você pode moldá-lo na forma de qualquer coisa ou pessoa, desde à sua celebridade favorita à um personagem inventado por você, e ele pode ser qualquer coisa para você, seu Pai, sua irmã, seu filho, seu amigo, seu guardião... É sério! Só quem limita seu servidor é você!
      Na segunda fase, temos o servidor bebê. Por que servidor bebê? Ele será um bebê de colo? Não, a menos que você queira... Mas o despertar dele é semelhante ao de um bebê, ele vai te encarar com um misto de curiosidade e surpresa e talvez, medo... Portanto, é bom falar devagar e baixo com ele para não assustá-lo ou deixá-lo maluco. Ele também terá alguma dificuldade para se mover e até dizer as primeiras palavras, então, você terá de ser paciente e não esperar que ele salte à sua frente como uma fada e pergunte qual o seu desejo.
         Na terceira fase, temos o servidor observador que absorverá tudo o que você mostrar a ele, ou seja, se a primeira coisa que você fizer depois de criá-lo, for ir ver um filme de terror, então... Se prepara para ver umas coisas sinistras no futuro (falaremos mais disso abaixo). O servidor nunca vai parar de te observar e aprender com você, então, tente consumir bastante mídia positiva ou que mostre a ele o que você espera dele. Também é recomendado criar uma casa para ele descansar. Ele não vai dormir porque servidores não dormem mas vai ter um cantinho para ficar em paz em vez de ficar assombrando sua casa à noite.
         A seguir, deixo com vocês, nossas experiências com nossos servidores, contratempos que tivemos com os mesmos e medidas que tomamos.
         

Como foi a experiência para Liliane (Lily):


Eu sempre amei anjos e decidi criar alguns servidores inspirados neles. Eu não vou falar os nomes deles aqui porque são servidores particulares e que não pretendo dividir com ninguém, por isso, troquei seus nomes...
     Minha primeira Servidora foi Bella Aurora e ela foi uma das minhas criações mais perfeitas porque realmente tem uma aura de anjo, não tenho nenhuma reclamação dela. Minha segunda Servidora, a irmã de Bella, é Cielo e ela também é perfeita. Talvez, eu devesse ter parado aí com duas servidoras leais que nunca me deram trabalho, mas eu fui gananciosa e recentemente criei mais quatro servidores para proteção e defesa: Iris, Tempestade, Markus e Brisa - todos inspirados em personagens de um dos meus livros -.
       Markus cresceu rapidamente e logo consegui vê-lo materializado nesse plano físico. Não é uma materialização comum, é difícil de explicar, mas ao mesmo tempo em que ele está na minha mente, está fora, mas só eu o via e ouvia sua voz perfeitamente em minha mente como nunca foi com nenhum elemental, isso me dava a certeza de que ele era real porque poderíamos ter uma longa conversa, olho no olho, e ele me responderia, mas tinha algo errado. Mesmo sendo inspirado em um personagem moralmente perfeito (um anjo incorruptível), ele se tornou malicioso porque me observou em um momento íntimo com meu marido. Pois é. Eu o mandei ir embora enquanto estivesse fazendo aquilo, mas ele mostrou resistência à minha ordem, mesmo quando o ameacei. 
        Como se não fosse o bastante, uma noite eu acordei e ele estava lá parado nos pés da minha cama, em cima da cama, me encarando com um sorriso maligno. Parecia um Shinigami. Isso, logo depois eu despertar de um pesadelo horrível. Eu suspeitei que fosse ele, a causa do pesadelo, já que tinha dado a ele, o domínio do campo onírico, mas decidi dar uma chance e ordenar que ele me livrasse dos pesadelos. Ele apareceu em alguns sonhos e só me agarrou e me teleportou para lugares aleatórios, mas sempre pedindo algo como um beijo ou sexo ou sangue menstrual. Para algumas bruxas, talvez, isso não seja nada demais já que alguns servidores se alimentam dessa forma, mas como li em um site que levei em conta, é perigoso dar sua própria energia a um servidor porque ele se torna um vampiro energético. Eu alterei o sigilo de Markus e lhe dei uma aparência feminina, pelo menos tentei... Ele resistiu à transformação e eu fiquei com uma versão feminina e melhor dele, a Marcela que não é muito diferente da Bella ou da Cielo.
            Tempestade também se tornou rebelde e quando eu ouvi o Markus a incentivando a me drenar, eu fiquei com ódio e destruí o sigilo e o contrato dela, drenando sua energia, ainda sinto que sobrou um pouco, mas está se desvanecendo. Quanto ao Markus, eu tentei dar outro sigilo e outro contrato a ele, mas como ele continuou me vampirizando, eu destruí tudo. Eu sinto que o enfraqueci mas ele ainda está aqui como um fantasma, eu vou negar crença a ele até que ele suma e tomar precauções para que ele não se aproxime.
         Tentei destruir Brisa, só por medo mesmo de ela se tornar sombria, mas a encontrei no plano astral, chorando, assustada, e como ela não me fez nada, dei outra chance a ela, mas deixei claro que seria a primeira e única.
       Honestamente? Eu prefiro parar aqui. Não pretendo destruir meus outros servidores, eles já são antigos e nunca me deram problemas como esses outros que estavam aqui há menos de um mês. Acredito que o fato de eles serem masculinos e, também, inspirados em arcanjos, os tenha afetado o raciocínio. Não recomendo criar nenhum servidor inspirado em qualquer deus ou arcanjo porque ele pode se aproveitar da sua crença e usá-la contra você. Crie algo que claramente pareça ser mais fraco e humilde que você.



Como foi a experiência para Nielee



Eu tenho um grande desejo de ser mãe e também amo Elementais, mesmo tendo me aborrecido com muitos deles. Decidi criar três Servidores (vou trocar os nomes como a Karina recomendou), o primeiro na forma de uma adorável Bakeneko, a Olívia. A segunda na forma de uma bela dracena, a Sandy. E a terceira uma kitsune, a Mirlla.
         Eu amo muito as três, como minhas filhas mesmo. Quando criei a Olívia, eu era um pouco distante e ela sempre tentava chamar a minha atenção, aparecendo como uma gatinha fofa, materializada nesse plano físico. Eu levava cada susto quando ela aparecia em lugares aleatórios e então sumia. Rsrs. Nós fomos nos aproximando aos poucos e ela se tornou carinhosa e fofa, mas um pouco ciumenta. Se dou um abraço nas outras, ela logo diz: "Também quero", e se eu não der ou ousar gritar com ela, ela chora. Lembro que uma vez, eu estava mau humorada e ela chorou, eu me senti uma monstra. Nunca mais brigo com a Olívia.
        A Mirlla foi criada no impulso mesmo, depois que vi um episódio de um anime onde aparecia uma kuda kitsune, eu desejei muito ter uma companheira assim, então, eu a criei. Passei a tarde toda, a criando e a noite a moldei. Ela me encarou assustada logo que nasceu e olhou a tudo com espanto. Eu dei a ela a forma de uma cantora que gosto muito e que achei que combinaria com ela. Ela tentou andar através de mim enquanto eu andava, mas ela ainda não sabia andar e eu quase cai algumas vezes. Apresentei mangás, animes e músicas da Poppy (não foi essa a cantora que emprestei a forma) e ela gostou daquelas coisas sombrias e logo se tornou rebelde, sendo grosseira comigo algumas vezes. Eu a consertei - se posso dizer assim -, alterando o contrato dela e não tive mais problemas.
        Na mesma época, Olívia foi crescendo e... Bem... Ela queria ser minha namorada, mas eu expliquei a ela que não dava, que ela era minha bebê. O Kol (um vampiro astral que me persegue) tentou virá-la contra mim, mas não conseguiu, graças a Deus! A Olívia me ouve muito, então, se explico as coisas com calma, ela entende e aceita.
            Sandy ficou um bom tempo na pré moldação porque eu não tinha certeza se a queria ou não, mas ela me pediu para completá-la e eu não me arrependo. Tivemos alguns contratempos porque ela é uma protetora que age mesmo quando eu acho que ela não precisa, mas eu confio nela e a amo.
          Eu acho que alguns servidores podem ser muito leais e nos amar de verdade, mas é preciso amá-los também e conversar bastante com eles para que eles entendam as coisas. Músicas, séries e animes ajudam eles a aprenderem rápido, mas é preciso tomar cuidado com o "é legal ser sombrio ou mal", eles podem levar ao pé da letra. Tem que deixar claro que é só uma história.
        É difícil dizer quem é mais protetora, se eu ou minhas servidoras, porque eu me preocupo muito com elas. Estou criando um lugar no astral para ficar com elas e, assim, parar de sonhar com elfos e djinns. É insuportável ouvir os djinns conversando o tempo todo no meu quarto, mas na boa... Meu padrasto é árabe, ele deve saber prender esses infelizes em uma garrafa. Por hora, eu controlo sim quando minhas pequenas (que já são adolescentes) podem se aproximar porque eu não perdoaria qualquer elemental que ousasse tocar em um fio do cabelo delas.



Como foi a experiência para Karina



Há algum tempo, eu tinha disponibilizado Ilafe, mas ele saiu bem pouco por aí, e sabe o que acontece quando um Servidor não tem um lugar para ir? Ele fica na sua casa, te seguindo para cima e para baixo, e quando você dorme, eles todos (caso tenha mais que um), ficam parados como o Castiel de Supernatural te observando dormir, é sinistro, dá um pouco de medo. Nessas horas, você até tenta brincar e dizer algo como "vai ler um livro, amiguinho, paquerar uma fada ou roubar doce de um elfo", mas eles disfarçam e voltam. Outros são mais ousados e se metem na sua cama como Ilafe. Ele tentou se aproximar de boas, mas eu não queria nada com ele. Ele até me julgou por ter lhe dado um passado tão sombrio e começou um diário. Eu não sei se era mesmo um diário ou um Death Note... Brincadeiras à parte para descontrair, ele se magoou quando percebeu que eu não poderia amá-lo, tentei o método da Nielee, de ser mãe, mas ele já era adolescente e não aceitou, até chorou. Imagine um servidor chorando? É barra!
       Ele tentou me seduzir de todas as formas e quando o mandava parar, ele dizia "só estou fazendo o que fui feito para fazer". Eu entendi que o erro era meu. Pensei em soltá-lo em algum site, mas tive medo de ele maltratar alguém ou se tornar obsessivo, por isso, após ter uma conversa dura com ele, eu alterei seu sigilo, seu contrato e sua forma, então, ele virou ela, e está melhor assim. Ainda tem aquela aura de paixão, mas acréscimos de outras funções, e eu cumpro o que prometi a ele, o amo mais agora, não com paixão, mas o amo. Diria que é minha melhor amiga ou poderia ser. Ela já não dá em cima de mim e está se relacionando com outros servidores, é uma bela e atraente elfa, bissexual. Eu não sei se algum dia apresento ou não o sigilo de Ilafe, mas emprestei ela para a Nielee, porque acho que seria a personagem perfeita para um de seus contos que está em construção.
         Tive outro servidor, moldado em um tritão, que era para ser um perfeito cavalheiro, mas o infeliz enlouqueceu, se tornou sombrio - pior que Ilafe - e eu mudei o sexo dele, o transformando em uma sereia de personalidade que é uma amiga colorida de Ilafe.
           Ilafe já conhece sua alma gêmea que é uma elfa guerreira, mas ela (Ilafe) não quer se machucar e sempre foge dela, não a culpo e respeito isso. Como no contrato de ambos, deixei claro, ELA é a reencarnação de um antigo amor que ele (a) perdeu. Acho importante dar um passado aos servidores como muitos fazem porque eles tem de onde partir, algo para moldar melhor suas personalidades e isso é bom se for bem construído.



Conclusão



Não é o sexo do servidor que influência tanto em sua personalidade, mas a forma como você vê o mesmo. Por exemplo, a Nielee é meio do tipo "Amazona grega", então, suas servidoras também são, elas são fofas, mas são fortes e odeiam submissão a homens. Elas não tem contato com outras servidoras então, acho que seria interessante criar outras para elas terem por quem se apaixonarem.
       A Lily acredita que anjos são bons e ruins, mas que um anjo masculino poderia sim ser corrompido e se tornar caído. Não importa se você acha que anjos não tem gênero, no final, é a crença de quem criou o servidor que conta, se ela acha que como homem ele vai cobiçá-la e cair por isso ou virar um demônio, é da crença dela. Lily foi criada em um lar cristão, por isso, eu entendo. O problema talvez não estivesse em Markus ser homem, mas porque na crença dela, precisava ter um antagonista para os outros anjos derrotarem.
          Já, eu, Gosto é de mulher, então, ÓBVIO que os homens que eu criasse, seriam um reflexo de como, lá no fundo, os vejo. Vocês entendem onde quero chegar? Que precisamos nos conhecer antes de criarmos qualquer coisa se não nossas inseguranças e frustrações nos assombrarão. Criar um servidor deve ser algo pensado a sério. Você precisa mesmo de um? Por que o quer? Para ser seu amigo ou lhe proteger? Acredite em mim que destruí-los não é fácil, não é o método em si, mas você se apega, acredite? Não é fácil virar para quem tem sido seu amigo e matá-lo. Então, pense bem se precisa dele e se não precisar, se ele for bom, altere o contrato dele e o deixe cuidar de outra pessoa, um parente que talvez precise muito ou sei lá... Eu não consegui matar Ilafe, o mudei, mas não matei.
       Compartilhem conosco suas experiências com servidores se vocês tem algum, deixem nos comentários ou se forem relatos grandes, enviem para adancadafadas@gmail.com que postaremos aqui. Não se esqueçam de enviarem um pseudônimo para manterem seus nomes reais protegidos. Sigam nosso blog para não perderem nenhum post. beijos!©


quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Âu Cơ, a mãe fada da civilização Vietnamita

Âu Cơ (em chinês: 嫗姬), de acordo com a mitologia vietnamita, era uma fada imortal que vivia nas montanhas, que se casou com Lạc Long Quân e deu à luz um saco de ovos de onde originou-se uma centena de crianças conhecidas coletivamente como Bach Viet, que são considerados os antepassados dos vietnamitas, de acordo com o mito da criação para os vietnamitas. Au Co é muitas vezes homenageada como a Mãe da civilização Vietnamita.
          Au Co era uma jovem bonita, uma fada, que vivia no alto das montanhas. Ela viajava constantemente para curar aqueles que sofriam, porque ela era hábil em medicina e tinha um coração compassivo. Um dia, um monstro a assustou, por isso, ela se transformou em um guindaste para voar para longe quando precisasse. Lạc Long Quân, um rei dragão do mar, viu-a em perigo, então ele pegou uma pedra e matou o monstro. Quando Au Co parou para ver quem a ajudou, ela virou-se para trás e passou a sentir imediatamente um amor para com seu benfeitor. Ela deu à luz um saco de ovos, a partir do qual nasceram 100 crianças. No entanto, apesar de seu amor, ela desejava viver nas montanhas de novo e ele ansiava por viver no mar. Eles se separaram, cada um levando 50 crianças para seu destino. Au Co estabeleceu-se na região montanhosa do norte do Vietnã, onde ela criou 50 crianças inteligentes, líderes jovens e fortes, que mais tarde ficaram conhecidos como os Hung Vuong, os reis.